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Embraer apresenta seu primeiro jato da 'segunda geração'

São José dos Campos (Brasil), 25 fev (EFE).- A fabricante de aeronaves Embraer apresentou nesta quinta-feira o modelo E190-E2 de jati comercial, o primeiro da chamada 'segunda geração', um programa de desenvolvimento tecnológico que a companhia lançou em 2013.

O protótipo da aeronave para 97 passageiros em duas classes e 106 em distribuição única, foi apresentado para um grupo de compradores internacionais, à imprensa e aos funcionários da fábrica em São José dos Campos. O avião, que realizará seu primeiro voo-teste no segundo semestre deste ano e começará a ser comercializado nos primeiros meses de 2018, irá custar US$ 58,2 milhões, de acordo a empresa.

A nova família de jatos comerciais contempla motores mais eficientes, asas com aerodinâmica avançada, controles de voo 'fly-by-wire' (controlados por comandos eletrônicos), redução de ruído e consumo de combustível e baixo custo de manutenção.

O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, disse à Agência Efe que desde o lançamento do programa de 'segunda geração', a empresa recebeu 640 pedidos, sendo 267 efetivos e 373 com opções e direitos de compra.

"É um início excepcional e aqui na região temos a Azul, comprometida com a aeronave e as diversas empresas de leasing (para aeronaves em arrendo) que porão os aviões na América Latina", ressaltou.

Para ele, as campanhas internacionais e os esforços de venda, como o recente acordo para comercializar de aviões da Embraer no México, devem dar resultados em longo prazo.

"Às vezes, precisa de meses ou alguns anos, mas a tendência é que agora comecemos a nos movimentar mais nesse sentido".

A Embraer é líder do mercado mundial de jatos comerciais com capacidade para até 130 lugares.

O presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou em entrevista coletiva depois da cerimônia de apresentação que a aposta da Embraer é pela chamada 'família E2', lançada em 2013 com um investimento previsto de US$ 1,7 bilhão para seus três modelos de aeronaves.

Além do primeiro modelo da 'segunda geração' que foi apresentado nesta quinta-feira, a companhia espera lançar em 2019 a nova versão do E195, com capacidade para 120 passageiros em duas classes e de 132 em categoria única. Em 2020, a intenção é lançar o E175, que transportará 80 e 88 pessoas, dependendo da distribuição.

Os preços de mercado previstos para as outras duas futuras aeronaves são de US$ 50,8 milhões para o E175-E2 e de US$ 65,6 milhões para o E195-E2.

Silva destacou que outra vantagem da 'segunda geração' é que os pilotos precisam de apenas três dias de treinamento para a transição das antigas às atuais aeronaves. Ele ressaltou ainda o cronograma do projeto para os três modelos não teve atraso desde seu início em 2013 e isso "dá confiança ao mercado".

Somados os pedidos pelas futuras aeronaves, a companhia brasileira já contabiliza mais de 500 solicitações firmes, o que, segundo a empresa, garante "cinco anos mais de produção nos atuais níveis".

Nesse sentido, o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Comercial, Luís Carlos Affonso, afirmou que "o mercado se desenvolveu rápido demais e tem bastante espaço para os aviões de 100 assentos".

No entanto, afirmou que no caso do Brasil o auge da aviação comercial deve estar acompanhado por "mais investimentos em pistas e aeroportos".

"Isso sim vai ajudar a desenvolver mais o mercado".

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