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Nova Zelândia lidera lista de países com clima empresarial mais favorável

Alfonso Fernández

Washington, 26 out (EFE).- Quênia, Indonésia, Sérvia e Paquistão são algumas das economias que mais medidas adotaram no ano passado para favorecer o clima empresarial, segundo uma classificação do Banco Mundial (BM) que continua com a Nova Zelândia à frente, seguida por Cingapura, Dinamarca, Hong Kong e Coreia do Sul.

O relatório "Doing Business 2017", um dos mais influentes do organismo internacional, ressaltou que 75% das reformas no ano passado ocorreram em países em desenvolvimento para favorecer o ambiente de negócios, a maioria para reduzir os custos e complexidade de criar uma empresa.

"Regras simples e fáceis de seguir são um sinal de que um governo trata seus cidadãos com respeito. Tais normas produzem benefícios econômicos diretos - maiores empreendedores, oportunidades de mercado para as mulheres, maior adesão ao estado de direito", afirmou Paul Romer, recém-nomeado economista-chefe e vice-presidente do BM, no documento.

Como exemplo, desde que começou a ser feito o relatório, em 2003, eram necessários em média, no mundo, 51 dias para começar um negócio, tempo que agora foi reduzido quase pela metade, em torno de 21 dias.

Entre os dez primeiros colocados quase não há mudanças, embora a Nova Zelândia tenha assumido o primeiro lugar, que foi ocupado nos últimos anos por Cingapura, e a Noruega apareça agora à frente de Reino Unido, Estados Unidos e Suécia, que fecham as primeiras posições.

Além de Quênia, Indonésia, Sérvia e Paquistão, o órgão também destaca entre as economias que realizaram mais reformas as de Brunei, Cazaquistão, Belarus, Geórgia, Emirados Árabes Unidos e Paquistão.

Por sua vez, Augusto López-Claros, diretor do estudo, ressaltou que "a política governamental tem um papel decisivo nas operações diárias das pequenas e médias empresas locais".

"As regulações obrigatórias podem desviar a energia dos empreendedores para longe do desenvolvimento ou da inovação em seus negócios", afirmou.

O relatório é utilizado pelos governos dos países como carta de apresentação na hora de atrair investimentos privados.

Por regiões, a América Latina viu aumentar o número de reformas adotadas no ano passado, a maior parte destinadas a melhorar os sistemas de pagamento de impostos, facilitar o comércio além da fronteira e abrir uma empresa, com o Brasil como o país com maiores avanços.

A maior economia latino-americana, no entanto, se mantém na parte de baixo da classificação, em 123º lugar entre os 190 países analisados.

O México é o primeiro país latino-americano na classificação global, em 47º, seguido por Colômbia (53º), Peru (54º), Chile (57º) e Costa Rica (62º).

Os outros países latino-americanos avaliados são Panamá, que aparece em 70º, Guatemala (88º), Uruguai (90º), Equador (114º), Argentina (114º) e Venezuela, que de novo, aparece nos últimos postos, em 187º.

No que se refere às duas grandes economias emergentes, a China avançou de 84º no ano passado para 78º, e a Índia se manteve em 130º.

Os dados do relatório se baseiam nas regulações aplicáveis às pequenas e médias empresas locais em diversas áreas de seu ciclo de vida, entre elas a abertura de um negócio, a obtenção de energia, o registro de propriedades, obtenção de crédito e a proteção de investidores.

Desta vez, além disso, foram acrescentados indicadores de gênero, que mostram que em 38 países existem determinadas restrições para as mulheres empresárias, e uma análise piloto sobre a transparência e acessibilidade nas normas dos contratos públicos.

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