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Rússia mostra em voo novo caça MiG-35

Zhukovski (Rússia), 18 jul (EFE).- O mundo viu pela primeira vez nesta terça-feira um voo do protótipo do novo caça russo MiG-35, em uma exibição aérea no 13º Salão Internacional de Aviação e do Espaço (MAKS, sigla em russo) inaugurado em Zhukovski, nos arredores de Moscou.

O bom tempo acompanhou a exibição, na qual também foram mostrados em voo o primeiro caça russo de quinta geração T-50, o avião anfíbio Be-200 e o avião de passageiros Sukhoi Superjet-100.

O novo modelo do lendário caça MiG, que herdou a composição aerodinâmica do MiG-29 - um dos caças mais populares de quarta geração - está na última fase dos testes de voo e começará a ser fabricado em série "dentro de alguns anos", conforme anunciou nesta terça-feira o chefe da corporação aeronáutica da Rússia, Ilia Tarasenko.

Cerca de 30 países mostraram interesse no novo caça, que conta com tecnologia que o deixa invisível para os radares e que pode transportar até sete toneladas de diversos tipos de projéteis.

O MiG-35 não é o modelo mais avançado entre os caças fabricados na Rússia, mas, por outro lado, tem preço e custos de manutenção competitivos, "até 25% menores que os de seus concorrentes", segundo Tarasenko.

O mais moderno na aviação militar russa é o caça T-50, que hoje deixou os jornalistas boquiabertos quando parou no ar, deixou passar o avião que desempenhava o papel de rival em um combate aéreo e se posicionou logo atrás da aeronave inimiga.

"O que o T-50 fez hoje não pode ser visto em nenhum outro lugar. Qualquer país gostaria de ter um avião como este, mas só nós o temos", disse o comandante em chefe das Forças Aeroespaciais da Rússia, o general Viktor Bondarev, após a exibição.

Segundo suas características conhecidas - comuns à maioria dos caças de quinta geração - o T-50 voa a uma velocidade supersônica sem usar pós-combustão, é praticamente invisível aos diferentes sistemas de localização e goza de uma grande manobrabilidade, o que parece destacá-lo em relação a seus equivalentes norte-americanos.

A vertente militar da indústria aeroespacial russa demonstrou mais uma vez que está à altura do que se espera do segundo maior exportador de armas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

"Mantemos fortes posições na indústria aeronáutica e aeroespacial. Seguiremos potencializando estas esferas no futuro", disse na abertura do MAKS o presidente russo, Vladimir Putin, que acrescentou que a aviação e a conquista do espaço "são parte da cultura comum" e motivo de orgulho para todos os russos.

Por outro lado, a aviação civil ficou para trás em relação a seus tempos de glória, quando os Tupolev, os Iliushin e os Yakovlev russos cruzavam os céus de meio mundo, competindo com os americanos Boeing e McDonnell Douglas.

O Sukhoi Superjet-100, o primeiro modelo de avião de passageiros desenvolvido na Rússia após a queda da URSS, não conseguiu decolar - nem ao menos em seu país de origem - como alternativa a seus análogos fabricados por Boeing e Airbus.

Putin lembrou que, nos últimos anos, a Rússia deu atenção especial para o desenvolvimento de novos modelos para a aviação civil, e citou como exemplo o novo avião de curto e médio alcance MS-21, desenvolvido pela corporação Irkut e que se encontra em fase de testes de voo.

A fabricação em série do modelo básico do MS-21, com capacidade para até 200 passageiros, está prevista para começar no ano de 2020.

Mais de 700 empresas de cerca de 30 países - com a presença predominante da nação anfitriã, representada por mais de 500 companhias - estão presentes no MAKS 2017, um salão que é realizado a cada dois anos e no qual a Rússia apresenta ao mundo suas principais inovações no setor aeroespacial.

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