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Bagdá cancelará voos ao Curdistão até que controle seus aeroportos

Bagdá, 29 set (EFE).- O governo do Iraque anunciou que a suspensão dos voos internacionais ao Curdistão, que entrará em vigor nesta sexta-feira, será mantida até que o executivo regional entregue a Bagdá a administração dos aeroportos.

"Após a transferência do controle dos aeroportos do Curdistão ao governo federal (...), os voos internacionais voltarão a operar", afirma um comunicado divulgado pelo escritório do primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi.

A suspensão dos voos internacionais com origem ou destino nos aeroportos curdos de Erbil e Suleimaniya é uma medida tomada como resposta ao referendo de independência realizado pelo Curdistão na segunda-feira passada.

O comunicado reiterou que os voos internos, com origem ou destino em aeroportos iraquianos, continuarão tendo permissão de operar.

"O bloqueio aéreo não significa um castigo aos cidadãos curdos, mas um trâmite constitucional e legal aprovado pelo conselho de ministros para o benefício dos cidadãos do Curdistão", assegura a nota.

Várias companhias estrangeiras cancelaram os seus voos a Erbil e Sulemaniya hoje, ainda que nas primeiras horas do dia tenham aterrissado em território curdo vários aviões procedentes de Doha, Cairo e Istambul.

Além disso, o governo federal reiterou sua intenção de tomar o controle das passagens fronteiriças terrestres do Curdistão com o resto do Iraque, uma medida que, segundo Bagdá, não pretende causar danos ao povo curdo.

O referendo de independência foi realizado na segunda-feira passada apesar da oposição de Bagdá, que o considera ilegal, e que teve 72% de participação e cerca de 92% de votos favoráveis à secessão.

O parlamento iraquiano também solicitou ao governo que recupere o controle das regiões fronteiriças com o Curdistão, entre elas a província petroleira de Kirkuk, que está em sua maioria sob o controle das forças curdas "peshmergas" desde 2014.

A consulta elevou a tensão com os países vizinhos, nos quais também há minorias curdas, especialmente com a Turquia, cujo presidente, Recep Tayyip Erdogan, garantiu que nunca permitirá a criação de um Estado curdo independente.

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