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Rússia e A.Saudita decidem melhorar coordenação em mercados de energia

Moscou, 14 fev (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz, decidiram nesta quarta-feira durante uma conversa telefônica que vão aumentar a coordenação entre os dois países nos mercados de hidrocarbonetos, informou o Kremlin.

Além disso, os dois chefes de Estado conversaram sobre "questões de cooperação bilateral, sobretudo nos âmbitos econômico, comercial e técnico-militar", em consonância com os acordos alcançados durante a visita do monarca saudita a Moscou em outubro do ano passado.

"(Os dois) trocaram opiniões sobre a situação na Síria" e no Golfo Pérsico, uma circunstância que foi aproveitada pelo rei Salman para falar sobre o Qatar, país da região que a Arábia Saudita acusa de financiar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), de acordo com o comunicado difundido pelo Kremlin.

Segundo a nota, Putin advertiu que o rompimento de relações diplomáticas por parte da Arábia Saudita e de outros países da região com o Qatar "não favorece os esforços para a luta antiterrorista e para a estabilização geral no Oriente Médio".

O rei Salman também se reuniu hoje em Riad com o ministro de Energia da Rússia, Aleksandr Novak, que viajou para a Arábia Saudita para falar sobre mais de 20 projetos de investimentos conjuntos entre os países.

Moscou, através do Fundo Russo de Investimentos Diretos, e a Arábia Saudita, através de seu Fundo Público de Investimentos, já investiram mais de US$ 1,5 bilhão em projetos dos setores de energia, petroquímica, comércio, indústria, infraestrutura, transporte e logística.

Além disso, os dois países gerenciam outros 23 projetos em setores tão diversos como agricultura, tecnologia, matérias-primas e outros.

Durante a visita, Novak anunciou que a corporação estatal russa Rosatom, uma das líderes mundiais em energia atômica, disputará a licitação pública convocada por Riad para a construção de dois reatores nucleares.

A Arábia Saudita anunciou em 2015 sua intenção de construir 16 reatores nucleares no país até o ano de 2030.

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