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Banco Mundial recomenda que países da A.Latina fortaleçam posições fiscais

17/04/2018 14h21

Washington, 17 abr (EFE).- O Banco Mundial (BM) recomendou nesta terça-feira que os países da América Latina e do Caribe aproveitem o clima geral de crescimento para fortalecer as posições fiscais de suas economias, com o objetivo de estabelecer bases para um desenvolvimento inclusivo a longo prazo.

"Os persistentes déficits e altos níveis de endividamento podem colocar em risco as conquistas alcançadas nas últimas décadas, como a baixa inflação, a redução da pobreza, a desigualdade e a geração de crescimento inclusivo", disse o economista-chefe do Banco Mundial para a região, Carlos Vegh, na apresentação de um relatório semestral sobre os países da América Latina e Caribe.

Segundo os dados apresentados hoje, 31 dos 32 países da região registraram déficit fiscal em 2017. A única exceção foi Granada.

"É necessário ajustar a situação, já que, no curto prazo, uma menor dívida torna o crédito internacional mais barato e, no longo, se registra uma menor inflação e maior crescimento", explicou Vegh.

No entanto, o economista-chefe do Banco Mundial alertou que há custos para adequar as posições fiscais. Por isso, Vegh recomenda ajustes gradativos, como, por exemplo, cortar gastos públicos improdutivos e ineficientes para que o impacto no PIB seja menor.

Em países com alta pressão tributária, como Argentina e Uruguai, Vegh sugere uma estratégia de corte de despesas dos governos.

As previsões de crescimento do Banco Mundial para a América Latina foram menores do que as apresentadas hoje pelo Fundo Montetário Internacional. O órgão projetou uma alta de 1,8% para 2018 e 2,3% para 2019. Já o FMI previu um avanço de 2% e 2,8%.

Vegh avaliou que a retomada do crescimento está sendo liderada pelas principais economias da América do Sul. Para o Brasil, por exemplo, o Banco Mundial prevê uma expansão de 2,4% do PIB em 2018 e 2,5% em 2019. Na Argentina, as projeções são de alta de 2,7% e 2,8%, respectivamente.

"No Brasil houve reformas tributárias e trabalhistas importantes. A reforma da previdência, que come 50% do orçamento fiscal, está a caminho. Por isso nos sentimos cômodos com nossa previsão", disse o economista-chefe do Banco Mundial.

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