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EUA pedem mais ações concretas para seguir pressionando Maduro

19/04/2018 16h37

Washington, 19 abr (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, pediu nesta quinta-feira mais ações concretas para continuar pressionando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e reforçar as medidas já impostas pelo presidente americano, Donald Trump, contra o país.

"São requeridas ações concretas para restringir a capacidade dos funcionários corruptos do governo venezuelano e suas redes de apoio de abusarem do sistema financeiro internacional", afirmou Mnuchin em comunicado divulgado após uma reunião com ministros de 15 países.

O secretário do Tesouro disse que os ministros acertaram na reunião um fortalecimento da cooperação internacional e decidiram continuar compartilhar informação sobre os ativos funcionários do governo da Venezuela.

Trump impôs em março novas sanções econômicas contra a Venezuela ao proibir qualquer transação com a criptomoeda criada por Maduro, o petro. Na época, o presidente americano também incluiu em uma lista de sanções outros quatro membros do alto escalão do governo.

Estiveram no encontro com Mnuchin representantes de Argentina, Alemanha, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, França, Guatemala, Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Reino Unido.

Funcionários do Departamento do Tesouro disseram à Agencia Efe que os representantes mostraram grande apoio às sanções impostas pelo governo do Panamá à Venezuela.

O Panamá aumentou a supervisão sobre os ativos de 16 empresas e 55 cidadãos venezuelanos, entre eles Maduro.

As fontes ouvidas pela Efe que os países europeus defenderam mais sanções da União Europeia. Os representantes latino-americanos afirmaram que estão estudando a imposição de sanções ao país.

"Esse é um sinal que o mundo está fechando o cerco sobre a Venezuela", disse uma das fontes consultadas pela Efe.