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Produtores de petróleo se reúnem na Arábia Saudita para analisar acordo

20/04/2018 12h52

Riad, 20 abr (EFE).- Membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros Estados produtores se reuniram nesta na cidade saudita de Yeda para fazer um acompanhamento do acordo de corte da produção, em vigor desde o início de 2017.

A agência oficial de notícias saudita, "SPA", informou que participaram da reunião os ministros de Energia de Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Líbia, Argélia, Rússia, Cazaquistão, Azerbaijão, Venezuela, Nigéria, Brunei e a própria Opep.

Segundo a "SPA", durante a reunião foram abordados os últimos desenvolvimentos no mercado do petróleo internacional, depois que ontem o cru da Opep chegou aos US$ 70,96 dólares por barril, 2,2% (US$ 1,57) acima da cotação do dia anterior, superando pela primeira vez desde novembro de 2014 os US$ 70.

Além disso, estudaram "o alcance do compromisso dos produtores na aplicação do acordo para reduzir a produção" e "os fatores que limitam o impacto do acordo".

Os países reunidos também discutiram a "ajuda para reequilibrar o mercado do petróleo" e os esforços da Opep e outros produtores não integrados na organização nesse sentido, acrescentou SPA.

Por sua vez, a Opep disse em comunicado que os países participantes voltaram a demonstrar sua "dedicação a conseguir um reequilíbrio do mercado global do petróleo" e "seus esforços coletivos continuam a gerar resultados positivos", por isso a produção caiu até os 2,83 bilhões de barris em março de 2018, depois de chegar a 3,12 bilhões em julho de 2016.

Os países da Opep e outros presentes, que integram o Comitê Conjunto Ministerial para supervisionar o acordo de redução de produção de petróleo, destacaram o "impacto transformador" que este pacto está tendo sobre o mercado mundial e afirmam que criarão novas formas para fortalecer este mecanismo.

Em dezembro de 2016, 24 países decidiram retirar do mercado 1,8 milhão de barris diários para sustentar o preço do "ouro negro", medida que entrou em vigor no início de 2017 e que se estenderá até o final de 2018.