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Economia dos EUA cresceu 2,9% em 2018, diz Departamento de Comércio

28/03/2019 11h50

Washington, 28 mar (EFE).- A economia americana registrou um crescimento de 2,9% em 2018, o maior ritmo desde 2015, confirmou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio dos Estados Unidos em seu cálculo revisado.

Em 2017, a maior economia do mundo registrou uma expansão de 2,2%.

No último trimestre do ano passado, no entanto, o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA foi de 2,2%, abaixo dos 2,6% estimados anteriormente.

Como motivo para essa queda, o relatório citou a redução nos gostos dos consumidores, que nos EUA representam dois terços da atividade econômica, e cujo aumento retrocedeu de 2,8% para 2,5%.

Apesar do sólido crescimento do ano passado, alimentado pelo agressivo estímulo fiscal feito pelo presidente Donald Trump, com corte de impostos para as empresas e, em menor medida, para os trabalhadores, as perspectivas indicam uma forte desaceleração da economia.

O indicador de evolução do PIB mostrou um arrefecimento progressivo após a taxa anual de 4,2% registrada no segundo trimestre, de 3,4% no terceiro e a de 2,2% divulgada hoje.

O Federal Reserve (Fed, banco central) descartou praticamente um aumento nas taxas de juros no decorrer deste ano diante do arrefecimento econômico global, e também rebaixou as perspectivas de crescimento para este ano de 2,3% para 2,1%.

Além das dúvidas sobre a demanda global, é preciso acrescentar a incerteza sobre as negociações comerciais entre EUA e China, após as tarifas aplicadas por Trump contra centenas de produtos chineses e as represálias similares adotadas por Pequim.

Essas projeções, no entanto, contrastam com as da Casa Branca, que na sua última proposta orçamentária previu um ritmo de crescimento econômico anual superior a 3% tanto neste ano como no próximo.

Trump prometeu manter uma taxa de crescimento anual constante superior a 3%.

O dado do PIB dos EUA foi apresentado com atraso devido à paralisação parcial do governo federal entre dezembro e janeiro, que durou mais de 30 dias. EFE