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ONU sobe para US$ 6,7 bilhões a meta de doações para países mais pobres

7.mai.2020 - Pessoas lotam comércio de rua em Rawalpindi, no Paquistão; país tem mais de 24 mil casos de coronavírus - Muhammed Semih Ugurlu/Anadolu Agency via Getty Images
7.mai.2020 - Pessoas lotam comércio de rua em Rawalpindi, no Paquistão; país tem mais de 24 mil casos de coronavírus Imagem: Muhammed Semih Ugurlu/Anadolu Agency via Getty Images

07/05/2020 17h10

Nações Unidas, 7 mai (EFE) - A ONU (Organização das Nações Unidas) aumentou hoje o valor a ser arrecadado no fundo de apoio aos países pobres, para atuação na pandemia do novo coronavírus. Agora, os recursos passam de US$ 2 bilhões para US$ 6,7 bilhões.

"A menos que atuemos agora, temos que nos preparar para um aumento significativo dos conflitos, da fome e da pobreza. O espectro da fome generalizada paira sobre nós", afirmou o subsecretário-geral das Nações Unidas para assuntos humanitários, Mark Lowcock, por meio de comunicado.

O representante da ONU lembrou que todos estão sendo afetados pela pandemia, mas os efeitos mais devastadores serão sentidos nos países mais pobres do mundo, que já sofrem com quedas de exportação, do turismo, entre outros indicadores.

"Se não apoiarmos os mais pobres, especialmente as mulheres, meninas e outros grupos vulneráveis, vamos enfrentar efeitos colaterais por muitos anos. Será ainda mais doloroso e mais caro para todos", explicou.

Em 25 de março, a ONU pediu doações que chegassem aos US$ 2 bilhões para um primeiro grupo de países vulneráveis, mas aumentou o montante para US$ 6,7 bilhões com a inclusão de mais nações, como Paquistão, Filipinas, além de outras da África.

Até o momento, as Nações Unidas receberam cerca de US$ 1 bilhão, que foi utilizado para melhorar as condições de higiene em campos de refugiados, distribuição de máscaras d equipamentos para testes de covid-19. Além disso, o dinheiro foi utilizado para criar centros de logística para o recebimento de itens.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que o pico da pandemia ainda demorará de três a seis meses para chegar nos países mais pobres e que as regiões estão produzindo grandes registros de transmissão da covid-19 sem que isso esteja sendo detectado, devido à fragilidade dos sistemas de saúde e laboratórios.

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