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Chile pede ao FMI crédito de US$ 23,8 bi para encarar efeitos de pandemia

13/05/2020 15h26

Santiago, 12 mai (EFE).- O Banco Central do Chile informou nesta terça-feira que pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI) uma linha de crédito flexível (FCL) de US$ 23,8 bilhões para enfrentar os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus em sua economia.

O órgão emissor chileno informou em comunicado ter solicitado que a instituição internacional conceda o empréstimo por dois anos para "proteger a economia de possíveis choques externos, proporcionando amplo acesso aos recursos do FMI antecipadamente".

A FCL é uma medida preventiva disponível aos países para prevenção a crises, como ocorre agora com a pandemia, e não depende do cumprimento de metas políticas. Entre as condições para que ela seja aceita pelo FMI, é necessário que o país requerente possa garantir "fundamentos macroeconômicos muito sólidos", como ressaltou o BC chileno.

O montante do crédito não pode ser utilizado para financiar os gastos públicos do país solicitante e não impõe ações pré ou pós-desembolso, como é o caso dos programas do FMI para países em crise de balanço de pagamentos.

O Banco Central do Chile prevê que o PIB do país sofrerá retração neste ano de até 2,5% devido à influência da crise sanitária.

O Chile contabilizou até a noite desta terça-feira 31.721 casos de infecção pelo novo coronavírus e 335 mortes por Covid-19. EFE

apg/id

Economia