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Governo da Alemanha avança para levar até 2021 ajuda a empresas na pandemia

26/08/2020 18h27

Berlim, 26 ago (EFE).- A cúpula da coalizão que forma o governo da Alemanha, de conservadores e sociais-democratas, entrou em acordo na noite desta terça-feira para ampliar até dezembro de 2021 a opção das empresas de aderirem ao regime de jornada de trabalho reduzida, com subvenção pública, para evitar demissões.

No "Kurzarbeit", como o mecanismo é conhecido, o Estado assume de maneira temporária entre 60% e 87% do salário que o trabalhador deixa de receber por causa da diminuição da carga laboral, como consequência da pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Em declarações ao jornal "Welt", o copresidente do Partido Social-Democrata da Alemanha, Norbert Walter-Borjans, exaltou a eficácia do instrumento, vital para setores como bares e restaurantes e também a indústria.

"Ajuda a economia a girar, antes que possa arrancar de novo", disse uma das lideranças que sustenta o governo da chanceler Angela Merkel.

Ontem, as lideranças sociais-democratas e da União Democrata-Cristã (CDU), partido da mandatária da Alemanha, se reuniram por oito horas e chegaram a um acordo que garante estabilidade, com o prolongamento do regime, que inicialmente duraria até 31 de dezembro deste ano.

Segundo estudo publicado no último dia 6 pelo instituto econômico Ifo, o número de trabalhadores colocados no 'Kurzarbeit' caiu em julho para 5,6 milhões, depois de chegar a 6,7 milhões, em junho; e 7,3 milhões, em maio.

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