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Vacina da Pfizer não causa novos efeitos secundários após 1 mês de uso na UE

29/01/2021 14h22

Amsterdã, 29 jan (EFE).- A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira que "não foram identificados novos efeitos colaterais" durante o primeiro mês de vacinação com Pfizer/BioNTech na União Europeia (UE) e garantiu que o medicamento não está "vinculado" a nenhum caso de morte que tenha ocorrido após uma injeção.

Em seu primeiro relatório sobre a segurança da vacina da Pfizer, conhecida como Comirnaty, a EMA destacou que, a partir dos dados coletados sobre o uso desse medicamento em campanhas de vacinação em todos os países europeus desde o final de dezembro, não há efeitos colaterais adicionais aos que já apareceram durante os ensaios clínicos.

A agência também analisou os casos de morte comunicados após a vacinação, tendo em conta outras condições médicas e taxas de mortalidade para os grupos etários da população em geral, e concluiu que nenhuma morte está diretamente relacionada com um efeito da injeção.

O comitê de segurança da EMA (Prac, na sigla em inglês) analisou todas as mortes notificadas após receber a vacina Comirnaty, incluindo os óbitos de idosos com saúde precária, e garantiu que os casos não representam um problema de segurança para a vacina em si, embora prometa "continuar monitorando de perto" todos os casos.

As informações de segurança da Pfizer incluem dados da EudraVigilance, o banco de dados centralizado da UE sobre efeitos colaterais de medicamentos, e dados recebidos de outras fontes, incluindo o relatório mensal de segurança produzido pela empresa farmacêutica conforme exigido pela EMA, uma condição imposta com a licença de comercialização.

A atualização sobre a segurança da vacina Pfizer inclui dados coletados e avaliados desde a autorização do uso condicional da vacina na UE, em 21 de dezembro, sendo este o primeiro antídoto contra a Covid-19 aprovado na comunidade da área em toda a pandemia.

No dia 6 de janeiro, a EMA e a Comissão Europeia deram autorização para a vacina da Moderna, e hoje os cientistas europeus devem concluir a avaliação da segurança e eficácia do antídoto desenvolvido pela AstraZeneca, que será acrescentado às campanhas de vacinação que países europeus lançaram no final de dezembro.

Através do sistema de farmacovigilância da UE, os estudos realizados pela empresa e realizados por cientistas independentes coordenados por autoridades europeias são e continuarão a ser fundamentais para o monitoramento da segurança e eficácia da Pfizer e Moderna, bem como qualquer outra vacina que seja autorizado na UE contra a Covid-19. EFE

ir/phg