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Tucanos resistem a responder para governo sobre voto da Previdência, diz Mansur

Igor Gadelha

Brasília

Principais fiadores do governo Michel Temer na Câmara, deputados do PSDB resistem a informar para interlocutores do Palácio do Planalto como votarão na reforma da Previdência, após a crise política instalada no País com a divulgação da delação dos donos e executivos do frigorífico JBS.

O governo começou nesta semana a fazer um novo levantamento de intenção de votos na Casa, para medir a temperatura de apoio a reforma após a crise. "Estamos começando a fazer. Está complicado. O PSDB só quer informar a partir da próxima semana", afirmou o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo e um dos responsáveis pela pesquisa.

Na próxima semana, está marcado o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da ação que pode levar à cassação de Temer. A bancada tucana na Câmara, cuja maioria já defende o desembarque do governo, vem defendendo esperar o julgamento pela Corte para tomar a decisão oficialmente.

Votos

Apesar de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter dado uma previsão de começar a votar a reforma no plenário ainda no primeiro semestre, Mansur disse que o governo só autorizará a votação da proposta quando tiver certeza de que tem pelo menos 330 votos favoráveis, mais do que os 308 mínimos necessários para aprovar a matéria.

Antes mesmo da delação da JBS, o governo já não contabilizava esse quórum. Na época, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), também vice-líder do governo na Câmara e um dos principais defensores da reforma da Previdência, só contabilizava "cerca" de 270 votos a favor da proposta.

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