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Para Jucá, política de preços da Petrobras não pode ser 'caixa-preta'

Renan Truffi

Brasília

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), criticou nesta segunda-feira, 28, a política de preços da Petrobras, implantada na gestão do atual presidente da estatal, Pedro Parente. O emedebista disse que o assunto "não pode ser uma caixa-preta" e que é preciso "previsibilidade".

"Tem que se discutir essa questão do preço da Petrobras, não é para interferir, mas clarificar. Sou a favor que a Petrobras tenha uma política de preços justa, sem interferência do governo, mas a política de preços da Petrobras não pode ser uma caixa preta. Temos que saber o que é (essa política de preços)", afirmou. "Quem está fazendo essa política de preços da Petrobras? quem é que define o custo? Não queremos mexer nisso (política de preços da Petrobras), mas queremos conhecer. Isso não é retaliação a Petrobras", complementou.

O emedebista defendeu, como já havia feito na semana passada, que a Petrobras utilize o sistema de "câmara de compensação", com o objetivo de dar "previsibilidade". "Eu defendo uma câmara de compensação (para os preços da Petrobras). Não tem sentindo aumentar (os preços do combustível) todo dia. Quando aumenta (o preço do combustível), vai para a bomba (do posto de gasolina), quando diminui, não vai para a bomba. Tem que ter previsibilidade (para os preços da Petrobras), não dá para ficar desse jeito", complementou.

Ele também defendeu estender esse tipo de política para os preços da gasolina, álcool e gás de cozinha e não apenas para o óleo diesel, como vem sendo discutindo devido à greve dos caminhoneiros. "Gasolina, gás de cozinha e álcool tem que estar juntos (na câmara de compensação) porque o preço da gasolina impacta o preço do álcool também Eu acho que precisamos fazer uma discussão ampla, equilibrada, sem intervencionismo, não queremos quebrar a Petrobras como o PT fez. Queremos ter uma política clara para a Petrobras, é uma empresa pública brasileira", defendeu.

Jucá também falou sobre o projeto de reoneração, que ganhou regime de urgência no Senado Federal e pode ser incluído na pauta a qualquer o momento. A proposta prevê zerar, até o final deste ano, a PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel. Por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), seria preciso encontrar uma fonte de compensação financeira para eliminar o imposto. "Não sei ainda qual é a fórmula, qual é o caminho para votar. Se a posição do governo for de votar como está, vamos votar como está. Vamos discutir quais são os caminhos. Não sabemos ainda", disse Jucá.

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