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4º credor dos EUA, Brasil vê receita com juro de reservas saltar 46% a US$ 2,1 bi

Fernando Nakagawa e Fabrício de Castro

Brasília

25/06/2018 13h29

Fonte de preocupação e ansiedade no mercado financeiro global, o aumento do juro nos Estados Unido tem um efeito positivo para as reservas internacionais do Brasil. Dados apresentados nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central mostram que o rendimento das reservas cresceu 46% na comparação com o ano passado e, entre janeiro e maio, o Brasil recebeu US$ 2,113 bilhões em juros.

Só em maio o Banco Central registrou a entrada de US$ 486 milhões como juros das reservas. Esse foi o maior valor recebido no mês de maio desde 2011, informou o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

O Brasil tem sido beneficiado pelo aumento do juro nos EUA porque o País é o quarto maior credor internacional dos EUA.

Dados do Tesouro norte-americano indicam que o Brasil mantinha US$ 294,1 bilhões em títulos da dívida dos EUA em abril de 2018.

Boa parte dos recursos estão nas reservas internacionais administradas pelo BC, que giram em torno de US$ 380 bilhões. À frente do Brasil, a lista dos maiores credores dos EUA é encabeçada pela China (US$ 1,181 trilhão), Japão (US$ 1,106 trilhão) e Irlanda (US$ 300,4 bilhões).

Rocha informou ainda dados preliminares sobre no mês. Até o dia 21, a conta de lucros e dividendos registrou saída líquida de US$ 276 milhões.

Já a conta com juros registra gasto líquido de US$ 544 milhões no acumulado do mês até o mesmo dia 21.

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