Oliveira: nos preparamos há certo tempo para disputar Amazonas Energia
"Estamos sempre esperando na parada de ônibus, se o ônibus passar", brincou o executivo. Depois comentou que "poderia chover" na parada de ônibus quando o "ônibus" da Amazonas passar e com isso o grupo poderia não estar presente.
Ao conquistar a Boa Vista Energia, com lance ao índice "zero", sem deságio para a flexibilidade tarifária ou pagamento de outorga, o grupo se comprometeu a pagar cerca de R$ 45 mil pelas ações da empresa e ainda a realizar um aporte de R$ 176 milhões. Segundo Oliveira e seus sócios, as empresas têm "suporte de caixa", mas seus sócios admitiram que ainda avaliarão opções de financiamento.
De acordo com autoridades federais, o montante de aporte representa apenas 30% do investimento que a distribuidora precisará nos primeiros cinco anos. Oliveira disse que foi escolhido por Deus para assumir a empresa e diminuir o sofrimento do povo de Roraima. "Nós estamos aqui para cumprir com uma missão, que é levar qualidade de energia para o povo Roraima, um povo sofrido, que além da pobreza muito grande, a qualidade de energia está sofrendo por conta da crise da Venezuela. Esperamos chegar no meio de uma crise e ajudar a resolver", disse. Ele indicou que uma das primeiras iniciativas da empresa será construir uma nova usina de 60MW para melhorar o fornecimento de energia no Estado.
A empresa tem 45 anos de atuação e possui atualmente cerca de 1.500 funcionários e opera usinas térmicas nos chamados sistemas isolados (não conectados ao Sistema Interligado Nacional) nos Estados de Amazonas e Roraima. No total, a companhia tem 600 MW de capacidade instalada, e está instalando mais 150 MW, após vencer um leilão de sistemas isolados no Amazonas recentemente.
O executivo admitiu que o interesse na distribuidora também está relacionado ao fato de que o governo federal voltou a focar esforços para conectar Boa Vista ao sistema interligado nacional, o que reduzirá a atuação da companhia como fornecedora de energia nos sistemas isolados. Uma obra deveria ter sido concluída em 2015, mas não avançou por falta de licenciamento ambiental, travado por oposição da população indígena local. Após uma ameaça da Venezuela de parar de enviar energia ao Estado, diversas autoridades voltaram a discutir a questão e prometem destravar a obra no mês que vem.
"Estamos sempre pensando no futuro, essa é a diferença do empresário com o governo", disse.
Segundo ele, a previsão é de que o chamado linhão de Tucuruí leve ao menos quatro anos para ficar pronto e até lá suas usinas já estarão amortizadas e poderão funcionar como backup.
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.