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Comitê do FI-FGTS aprova R$ 1,150 bilhão para projetos em energia e porto

Eduardo Rodrigues

Brasília

31/10/2018 14h49

O Comitê do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) aprovou nesta quarta-feira, 31, dois novos projetos que poderão receber financiamentos para sua execução. Após uma segunda fase de análise ainda a ser feita pela Caixa Econômica Federal, um projeto na área de energia poderá receber R$ 1 bilhão e um na área de portos poderá receber R$ 150 milhões.

Os dois empreendimentos foram aprovados pelo FI-FGTS no quarto edital de chamada pública. No total, seis projetos se inscreveram no certame, sendo dois para portos, três em energia e um em mobilidade urbana. Juntas, essas propostas somavam R$ 11,3 bilhões em investimentos, dos quais R$ 3,2 bilhões pretendiam ser financiados pelo fundo.

Originalmente, o quarto edital disponibilizava R$ 4,8 bilhões em recursos. Por isso, os R$ 3,6 bilhões do saldo remanescente serão novamente colocados em um quinto edital, que o FI-FGTS deve lançar nos próximos meses.

"Pretendemos lançar um novo edital até o fim deste ano ou no começo de 2019. Muitos projetos foram desqualificados por erros simples na entrega dos documentos exigidos no edital. Acreditamos que os proponentes conseguirão corrigir essas pendências para serem aprovados na próxima rodada", avaliou o novo presidente do comitê, Carlos Eduardo Abijaodi.

A última liberação efetiva de recursos do fundo ocorreu no fim de 2016. Além dos dois projetos aprovados nesta quarta-feira, 31, outros empreendimentos no valor de R$ 2,2 bilhões selecionados em editais passados seguem esperando a aprovação final da Caixa.

"O processo de liberação de recursos está sendo mais criterioso e as chamadas públicas deram mais transparência às escolhas. Após esse primeiro período experimental, teremos um fluxo maior de aprovações e liberações", completou Abijaodi.

O executivo, que também é o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), assume a presidência do comitê por um ano como representante de empregados e empregadores. O turno da presidência agora deveria ser de um representante do governo, mas não houve indicação de nome.

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