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Comércio de veículos foi favorecido pela queda da taxa de financiamento, diz IBGE

Fernanda Nunes

Rio

13/12/2018 17h15

A venda de veículos em outubro ajudou o varejo ampliado a registrar alta de 6,2% frente a igual mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com taxas de financiamento mais favoráveis, a atividade de veículos conseguiu avançar 20,1% nessa base de comparação. O cenário é de recuperação ao longo de todo o ano, ressalta a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, ainda que o mercado de trabalho e as limitações salariais não favoreçam o endividamento de longo prazo. "O grupo de veículos mantém um desempenho bastante forte ao longo de todo ano", destaca a pesquisadora.

Segundo Nunes, ao contrário do que acontece com outras atividades que dependem de financiamento, o desempenho do grupo não está relacionado apenas ao orçamento das famílias, pois uma fatia dos compradores de veículos é formada por empresas, que, nesse ano, aproveitaram as condições mais favoráveis para recompor frotas de ônibus, caminhões e tratores.

Dados do Banco Central demonstram que houve uma redução da taxa média de juros para aquisição de veículos para pessoas jurídicas de 17,1% em outubro de 2017 para 15,8%. Como consequência, o volume de crédito concedido subiu de 1,2 bilhão para 2 bilhões, no período. Além disso, houve uma estabilidade da massa de rendimento real de 1,9%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Influência da Black Friday em tecidos

O segmento de tecidos, vestuário e calçados foi um dos que mais contribuiu para a queda de 0,4% da venda no comércio na passagem de setembro para outubro. Porém, parte da explicação para esse comportamento é conjuntural, segundo Isabella Nunes.

Ela acredita que, em outubro, o resultado do grupo tenha sofrido "uma influência de postergação de consumo dado que para novembro estavam anunciadas grandes promoções da Black Friday". Além disso, nos quatro meses anteriores, as vendas tinham subido por conta de promoções.

O segmento de tecidos, vestuários e calçados apresentou retração de 2% na margem, em outubro. O grupo só não teve pior resultado que os de livros, jornais, revistas e papelarias (-7,4%), que passa por uma fase de reestruturação,e que móveis e eletrodomésticos (-2,5%).

Por conta da relevância que tem no comércio e do peso na pesquisa, o segmento de combustíveis foi o que mais influenciou a queda de 0,4% do varejo restrito. A retração do grupo na passagem do mês foi de 1,2%.

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