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Reforma será enviada com proposta para militares no 1º semestre, confirma Mourão

Mariana Haubert

Brasília

30/01/2019 20h42

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quarta, 30, que a proposta da reforma da Previdência que o governo enviará para o Congresso ainda neste ano incluirá os militares. De acordo com Mourão, o governo pode enviar uma proposta de emenda constitucional e um projeto de lei para abarcar os militares ainda no primeiro semestre deste ano. Questionado sobre se o envio dos dois textos seria simultâneo, ele afirmou não saber. "O presidente decide", disse.

O vice-presidente afirmou ainda que a expectativa do governo com o início dos trabalhos do Congresso é "a melhor possível" e que a renovação dos parlamentares é positiva.

"Expectativa é a melhor possível. Houve renovação grande. Acreditamos que a força dos novos vai favorecer aí esse entendimento do Congresso com as responsabilidades que eles tem perante o Brasil", disse.

Questionado sobre o favoritismo do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que busca a reeleição, e do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que já comandou o Senado, e o fato de eles serem antigos no Congresso, Mourão apenas respondeu: "vou usar uma expressão em inglês. 'Welcome aboard' para os dois. Bem-vindos aos dois". Mourão deverá participar da primeira sessão legislativa na próxima segunda-feira, 4.

Bolsonaro

Mourão contou que pretendia visitar o presidente Jair Bolsonaro, internado no hospital Albert Einstein em São Paulo, na sexta-feira, 1º. Mas, disse, a família pediu que ele fosse somente na semana que vem. Bolsonaro passou por uma cirurgia na última segunda, 28, para a retirada de uma bolsa de colostomia. Ele reassumiu a Presidência da República nesta manhã de quarta, mas está despachando do hospital.

Agenda

Mourão se reuniu com o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, nesta tarde. O encontro não estava previsto em sua agenda oficial. De acordo com ele, os dois trataram apenas sobre processos de nomeações nos Estados. O vice-presidente não detalhou que tipos de nomeações foram discutidas. Questionado como elas seriam feitas afirmou que serão "tudo, menos um balcão de negócios".