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Guedes: MP da Liberdade é mudança conceitual e é uma das reformas desejadas

3.abr.2019 - Paulo Guedes fala sobre reforma da Previdência da CCJ da Câmara dos Deputados - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
3.abr.2019 - Paulo Guedes fala sobre reforma da Previdência da CCJ da Câmara dos Deputados Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Eduardo Rodrigues e Mariana Haubert

Brasília

12/08/2019 10h58

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (12) que Medida Provisória 881, da "Liberdade Econômica", é uma mudança conceitual que faz parte das reformas que o atual governo quer fazer. A expectativa é de que o texto seja votado na terça-feira (13) no plenário da Câmara dos Deputados.

"O presidente Jair Bolsonaro dizia sempre na campanha que ia tirar o Estado do 'cangote' dos cidadãos", afirmou Guedes em debate sobre a MP, promovido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Guedes defendeu a MP que, segundo ele, reduz a burocracia estatal para que os empreendedores abram empresas e dá mais segurança jurídica aos negócios. "Ninguém pode ser proibido de criar empresas, isso tem que ser permitido imediatamente. As nações que perseguiram os empresários se desintegraram economicamente", afirmou, citando o exemplo da Venezuela.

O ministro repetiu boa parte do seu discurso usual e voltou a atacar a oposição, sindicatos e os governos anteriores do país.

"Os mesmos que impedem as reformas de acontecer ficam apontando para o desemprego atual. São 40 anos de desaforo, de dirigismo, atrasando o crescimento econômico", afirmou Guedes. "O sindicalismo nasceu para preservar seus próprios benefícios em regimes de mercados fechados", acrescentou.

Para o ministro, o que garante funcionamento das democracias é a independência entre os poderes, assim como os mercados também funcionam de forma descentralizada.

Enquanto o peronismo venceu neste fim de semana as primárias na Argentina, Guedes ainda fez uma crítica ao grupo político do país vizinho. "A Argentina já foi a sexta renda per capita do mundo e, desde o peronismo, só afunda", considerou Guedes.

Economia