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Mansueto: vamos ter de esperar como será recuperação para novas concessões

Eduardo Rodrigues e André Ítalo Rocha

Brasília

28/04/2020 16h54

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta terça-feira, 28, que é muito incerta ainda a projeção para receita em 2020 e 2021 com fatores não recorrentes, como concessões e desinvestimentos. "Vamos ter de esperar para ver como será a recuperação para ver novas concessões", considerou, em videoconferência organizada pelo banco BV.

Ele lembrou que o governo tem perdido muitas receitas em royalties e participação especial decorrentes da exploração de petróleo. "Ninguém esperava que o preço do barril de petróleo caísse para US$ 20. A nossa projeção era para o barril em US$ 60", admitiu.

Questionado sobre a possibilidade de aumento da carga tributária para pagar a conta da crise, o secretário do Tesouro considerou que o governo precisa focar na aprovação de reformas estruturais após a pandemia do novo coronavírus. "Nosso desafio é a simplificação tributária e avançar na reforma que já está no Congresso", completou.

Ele reafirmou que a dívida bruta do governo deve crescer para algo entre 85% e 90% do PIB neste ano. Para Mansueto, em 2021, porém, essa trajetória pode se reverter.

Segundo o secretário, o crescimento do PIB potencial do Brasil pode ser maior com aprovação de reformas estruturais. "O crescimento do Brasil daqui a três, quatro ou cinco anos ainda não está dado. Pode ser maior ou menor, dependendo do que conseguirmos aprovar no Congresso após a crise", completou.