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Só China e Índia entre 48 países viram PIB crescer durante a pandemia

China e Índia são os únicos países que não foram tão impactados economicamente com a crise provocada pela pandemia  - MARCOS SANTOS/USP IMAGENS
China e Índia são os únicos países que não foram tão impactados economicamente com a crise provocada pela pandemia Imagem: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS

Vinicius Neder e Daniela Amorim

02/09/2020 07h18

O sincronismo dos impactos da pandemia de covid-19 em todo o mundo fez com que apenas dois países - China e Índia - registrassem crescimento econômico num levantamento sobre o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) em 48 países, feito pela Austin Rating. Segundo o economista-chefe da agência de classificação de risco, Alex Agostini, nem mesmo durante a crise financeira, que se abateu sobre os mercados globais a partir de setembro de 2008, tantas economias ficaram no vermelho ao mesmo tempo.

Os dados confirmam estimativas do Banco Mundial, que no início de junho divulgou projeções sinalizando que 2020 será o ano, numa série iniciada em 1870, em que a maior proporção de países apresentará retração na renda per capita ao mesmo tempo.

Em 2020, 92,9% de todas as economias do mundo deverão registrar quedas. O recorde anterior foi visto em 1931, em plena Grande Depressão, quando 83,8% dos países viram a renda per capita cair. Em 1918, quando terminou a Primeira Guerra Mundial na Europa e estima-se que a pandemia de gripe espanhola possa ter matado 5% da população mundial, 70% das economias registraram perdas na renda per capita. O Banco Mundial espera uma retração de 5,2% na economia mundial em 2020.

No segundo trimestre, o melhor desempenho ficou com a China (+11,5%), mas o gigante asiático é, talvez, o único país do mundo que está à frente na crise causada pela pandemia. Foi lá onde surgiu a covid-19, na virada de 2019 para este ano. Por isso, a alta no PIB do segundo trimestre se segue a um tombo de 10% no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2019. A Índia, país que, antes da pandemia, já havia roubado o posto de economia mais acelerada do mundo da China por alguns trimestres, teve crescimento de 0,7% ante os três primeiros meses do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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