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Secretário nega existência de 'apagão de dados' no mercado de trabalho

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli

Brasília

26/05/2021 14h29

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, negou nesta quarta-feira, 26, que haja um "apagão" de dados sobre o mercado de trabalho no Brasil devido a divergências entre os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "O Caged não é uma pesquisa como a Pnad. Com todo o respeito ao IBGE, a Pnad mede por uma amostragem o trabalho formal, mas não tem comparação com os dados do Caged, que é um registro administrativo quase online", respondeu.

Segundo Bianco, diversos economistas especialistas em mercado de trabalho brasileiro ratificam e participaram da elaboração e chancela da metodologia do Caged. "Alguns economistas (críticos do Caged) nem moram no Brasil e nem acompanham nosso mercado", argumentou.

O secretário ainda alegou que críticos do governo buscam desqualificar o resultado do Caged devido aos bons resultados do indicador. "Nunca tivemos dados tão consistentes e tão bons sobre o mercado de trabalho, ainda que durante uma pandemia. Na prática os dados bons levam os críticos a buscarem desqualificar os meios, e não os resultados", alegou.

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo 120.935 carteiras assinadas em abril, de acordo com os dados do Caged. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2021, ao saldo do Caged é positivo em 957.889 vagas.

O diretor de programa da secretaria, Luís Felipe Batista de Oliveira, acrescentou que apenas os dados de trabalhadores formais poderiam ser comparados entre as duas metodologias. Segundo ele, estudos sobre essas divergências ainda vão surgir, apontando dificuldades em realizar pesquisas durante a pandemia. Oliveira lembrou que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) ajuda o Caged a exibir um número menor de desligamentos.

De acordo com o ministério, 2,916 milhões de trabalhadores seguiam com garantia provisória do emprego em abril graças às adesões em 2020 ao BEm. Para cada mês de suspensão ou redução de jornada no ano passado, o trabalhador tem o mesmo período de proteção à sua vaga. O programa foi relançado em abril pelo governo por mais quatro meses em 2021.