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Macron: França não compra mais soja fruto de desmatamento, sobretudo da Amazônia

Críticas da França à destruição ambiental no Brasil são um entrave para o acordo entre UE e Mercosul - Ludovic Marin/AFP
Críticas da França à destruição ambiental no Brasil são um entrave para o acordo entre UE e Mercosul Imagem: Ludovic Marin/AFP

Gabriel Bueno da Costa

São Paulo

03/09/2021 15h15

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou hoje que seu país não importa mais soja que seja fruto do desmatamento, "sobretudo na Amazônia". A declaração foi dada durante discurso no evento World Conservation Congress, em Marselha. As críticas do país europeu à destruição ambiental, sobretudo no Brasil, são um entrave para a concretização do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Macron já havia tratado da questão anteriormente. Em janeiro deste ano, por exemplo, ele considerou que depender da soja brasileira seria "endossar o desmatamento", tendo sido alvo de contestações do governo do Brasil.

Nesta sexta, ele lembrou que há uma lei de 2020 para não se comprar soja de áreas de desmatamento, mas que a França estaria em um "período de transição".

O presidente francês disse que havia um acordo desde os anos 1960 entre países da Europa e das Américas para o fornecimento de grãos. Agora, ele afirmou que seu país tem um projeto de "soberania alimentar", a fim de produzir localmente o alimento para o gado, por exemplo.

Macron comentou que a presidência francesa da União Europeia, no primeiro semestre de 2022, deve ser uma ocasião para se trabalhar pela redução de pesticidas e na "luta contra o desmatamento importado".

O braço da ONG Greenpeace na França rapidamente comentou no Twitter a fala de Macron. Segundo a entidade, o presidente francês fala da importação de soja brasileira no passado, mas continuam a chegar ao país europeu "navios com dezenas de milhares de toneladas de soja" do Brasil.

Emmanuel Macron fala sobre nossas importações de soja do Brasil para reprodução no pretérito. Ele está ciente de que navios de carga carregados com dezenas de milhares de toneladas dessa soja continuam a desembarcar [na França]? Desde janeiro, já contamos cerca de 15.
Braço do Greenpeace na França

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