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PLDO: governo prevê que Selic começará a ter um 'recuo gradual' a partir de 2023

Juros no Brasil; Selic; Copom; Banco Central - Getty Images/iStockphoto
Juros no Brasil; Selic; Copom; Banco Central Imagem: Getty Images/iStockphoto

Bárbara Nascimento e Antonio Temóteo

São Paulo e Brasília, 14

14/04/2022 20h21

O governo prevê que a taxa Selic começará a ter um "recuo gradual" a partir de 2023. O trecho foi incluído nas perspectivas econômicas do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2023, enviado nesta quinta-feira, 14, pelo governo ao Congresso Nacional.

Essa estimativa considera, segundo o texto elaborado pela equipe econômica, que uma série de choques que levaram à inflação atual se dissipem, entre eles os que afetaram a safra brasileira e o contexto internacional. Assim, isso ajudaria a levar a inflação ao centro da meta e permitiria a redução da Selic. O PLDO prevê Selic média de 10% no próximo ano, 7,7% em 2024 e 7,1% em 2025. Hoje, a taxa está em 11,75%.

"Espera-se que a safra brasileira se normalize ao longo de 2022. Ademais, com a esperada dissipação dos riscos no cenário internacional também se acomodarão as condições financeiras internacionais, refletindo-se em menores custos para controle da inflação no país, o que permite projetar a convergência para o centro da meta de inflação nos próximos anos", aponta o texto, emendando logo em seguida: "Nesse ambiente, também se prevê recuo gradual da taxa Selic a partir de 2023".

O PLDO ressalta os choques altistas na inflação em 2021 e 2022, não só no IPCA, mas também no INPC e no IGP-DI. A equipe econômica atribui isso a fatores externos, citando impactos da pandemia e "conflitos recentes no continente europeu". Em relação ao petróleo, o texto parte do pressuposto de que o barril do Brent recue em relação ao início de 2022.

O texto pondera, contudo, que todo o cenário macroeconômico previsto no PLDO 2023 embute "a continuidade do andamento da agenda de reformas estruturais, a busca do aumento da produtividade e a manutenção do compromisso do governo com a consolidação fiscal".