BC: Índice de Basileia do sistema atinge 15,8% em junho (15,9% em dez/22)

O Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 15,8% em junho deste ano, ante uma taxa de 15,9% verificada em dezembro de 2022. Os dados são do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre de 2023, divulgado nesta quinta-feira, 9 pelo Banco Central.

O Índice de Basileia é um conceito internacional, definido pelo Comitê de Basileia, que estabelece uma relação mínima entre o Patrimônio de Referência (PR) e os ativos ponderados pelo Risco (RWA) dos bancos.

No Brasil, o índice a ser obedecido é de 8%. O porcentual significa que, para cada R$ 100,00 que um banco empresta, a instituição precisa ter R$ 8,00, levando-se em consideração o nível mínimo regulatório.

ROE

O Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do sistema bancário atingiu 13,60% em 12 meses até junho deste ano, ante taxa de 14,67% em dezembro de 2022.

"A rentabilidade do sistema bancário continuou pressionada no primeiro semestre de 2023, mas apresentou melhora a partir do segundo trimestre do ano. O recuo na rentabilidade refletiu a continuidade do movimento visto no semestre anterior, com o aumento das despesas com provisões, menor crescimento das receitas operacionais e pressão dos custos administrativos", destacou o BC no documento.

A melhora no segundo trimestre decorreu da menor pressão das despesas com provisões, do maior peso das novas safras nas receitas de crédito e da estabilização das despesas de captação. "A perspectiva para os próximos trimestres é de um cenário mais positivo para a rentabilidade do sistema. No entanto, a discussão sobre o limite de juros cobrados na modalidade cartão de crédito rotativo requer atenção.", acrescentou a autoridade monetária.

Liquidez estrutural

O Índice de Liquidez (IL) do Sistema Financeiro Nacional passou de 2,1 em dezembro de 2022 para 2,4 em junho deste ano, conforme a mediana divulgada no REF do primeiro semestre de 2023, divulgado pelo Banco Central.

Esse indicador é usado para avaliar a capacidade de pagamento de instituições financeiras em relação a suas obrigações. Ele representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e a honra de seus compromissos em um prazo de 30 dias. Quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez dos bancos.

Já o Índice de Liquidez Estrutural (ILE) continuou em 1,2 entre dezembro e junho, considerando a mediana. O desejável é ter um índice perto ou acima de 1, já que esse termômetro serve para verificar quanto as instituições possuem de recursos estáveis em seus passivos para fazer frente a um ativo de mais longo prazo - seja ele crédito, investimento ou participação societária, entre outros.

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