Commodities e balanços estimulam alta do Ibovespa, limitada por NY e tributária já precificada

A valorização do petróleo e do minério de ferro, além de alguns balanços de empresas brasileiras, estimulam nesta quinta-feira a alta do Ibovespa, que, na quarta-feira, 8, interrompeu uma sequência de cinco elevações, embora tenho fechado em queda de apenas 0,08% (119.176,67 pontos). A safra de balanços segue no radar, como os resultados de Braskem e Banco do Brasil. Após o fechamento da B3 sairá o balanço trimestral da Petrobras.

O Ibovespa sobe na faixa dos 120 mil pontos, algo visto pela última vez no intradia em 7 de agosto (12-.103,93 pontos).

O avanço ainda reflete a aprovação do segundo turno da reforma tributária ontem no Senado. Segundo afirma em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, a aprovação deve ser bem recebida, "mas é algo que está no preço".

"A alta não é tanto pela aprovação da reforma tributária, cujo objetivo de simplificar é louvável, mas foi aprovada de um jeito que não é estrutural", avalia Enrico Cozzolino, head de análise e sócio da Levante Investimentos. "Sobe mais pelo resultado do fluxo, por commodities, e por causa de alguns balanços de empresas surpreendendo", completa Cozzolino.

Para Dennis Esteves, sócio e especialista da Blue3 Investimentos, a alta do petróleo e do minério de ferro ajudam, além de algumas empresas que informaram bons balanços.

"A aprovação da reforma tributária influencia pouco. O mercado já vinha amadurecendo isso. O que motiva são os ventos externos, houve alívio rencente nos rendimentos dos Treasuries e a inflação nos Estados Unidos dá mostras de que está desacelerando", avalia Beto Saadia, diretor de investimentos da Nomos. "Isso permite com que o Brasil possa continuar reduzindo os juros e tem um fator importante que é a balança comercial. Em meio ao cenário de alta dos Treasuries há dias, não impactou muito o câmbio", diz Saadia,.

Além disso, a fraqueza das bolsas de Nova York e da economia chinesa é limitador ao avanço do Índice Bovespa, em dia de agenda esvaziada de indicadores. Com isso e em meio a dúvidas sobre o período em que os juros ficarão elevados especialmente em economias avançadas, o foco dos investidores fica nas participações de diretores do Banco Central em eventos e no discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

Apesar de dados fracos de inflação da China, o minério de ferro subiu 1,79%, em Dalian, com os mercados atentos a eventuais medidas de estímulo ao país. Isso incita a valorização das ações do segmento metálico, especialmente Vale. Petrobras avança acima de 1,00%. Espera-se que a estatal apresente um resultado sólido no terceiro trimestre, influenciado pelos recordes de produção e pela alta do petróleo Brent, referência para a Petrobras.

Além dos balanços, ainda fica no foco na B3 a confirmação da Braskem de que a estatal de petróleo de Abu Dhabi, a Adnoc, apresentou uma nova proposta pela companhia brasileira. Às 10h50, o Ibovespa subia 0,33%, aos 119.570,54 pontos, após abrir aos 119.180,45 pontos (também a mínima) e ante máxima aos 119.779,14 pontos, quando avançou 0,51%.

Às 11h46, o Ibovespa subia 0,84%, aos 120.167,83 pontos, ante máxima aos 120.189,50 pontos, quando avançou 0,85%. O dólar à vista cedia a R$ 4,89 e os juros futuros recuavam.

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