Rui Costa diz que governo ainda estuda alternativa para corte de R$ 5,6 bi em emendas na LOA

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo federal ainda busca uma alternativa para o corte de R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão na Lei Orçamentária Anual (LOA). O objetivo da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é que sejam preservados programas considerados "essenciais" e de cunho social, como o Vale Gás e o Bolsa Família.

"Estamos buscando alternativas de atender às demandas solicitadas sem sacrificar eventualmente o funcionamento de órgãos tão essenciais ou de funções sociais importantes, como o Vale Gás, o Bolsa Família", disse o ministro a jornalistas, após apresentação do Programa de Democratização dos Imóveis da União, nesta segunda-feira, 26.

Conforme mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o veto do chefe do Executivo a R$ 5,6 bilhões de emendas de comissão na LOA, do total de R$ 16,7 bilhões aprovados pelo Congresso, atingiu diretamente recursos indicados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e seu grupo.

A decisão foi tomada pela ala política do governo, especificamente por Costa e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

"Não tem prazo [para solucionar o debate das emendas], estamos dialogando", afirmou o chefe da Casa Civil. "Eu fui deputado federal, fui relator da Saúde, em 2011. Naquela época, quando um parlamentar queria acrescer emendas, qual era a prática? Ele aumentava um pouco a estimativa de receita e lançava o que queria", explicou.

E complementou: "Só que hoje, com o arcabouço fiscal, essa prática não é possível. Para você acrescentar R$ 5 bilhões, você tem que tirar de algum lugar. Então, de onde foi tirado? Do Vale Gás, do Bolsa Família, das universidades. Ou seja, aquele órgão, escola ou universidade não funcionará o ano interno se o valor fosse mantido."

No início de fevereiro, Costa havia afirmado que o acordo que fez com o presidente da Câmara foi o de incorporar R$ 11 bilhões em emendas de comissão na LOA, e não os R$ 16,7 bilhões que foram aprovados pelo Congresso. O ministro disse que o valor "é bastante" e que o trato será cumprido.