Para Eurogrupo, condições para atividade acelerar na zona do euro em 2025 parecem encaminhadas

O grupo de ministro das Finanças da União Europeia, Eurogrupo, destaca em comunicado o acordo fechado em fevereiro para uma reforma abrangente do marco de governança econômica do bloco, e diz que espera a adoção em breve pelos legisladores. "O trabalho está em andamento para se preparar para a implementação do arcabouço revisado, quando entrar em vigor", afirma o texto.

Segundo o grupo de ministros, a economia neste ano começou com certa fraqueza, mas há condições para uma aceleração na atividade na zona do euro em 2025, baseando-se nas projeções de inverno local da Comissão Europeia, braço executivo da UE.

O mercado de trabalho continua forte, a inflação declina e deve estar em 2025 perto da meta do Banco Central Europeu (BCE), recorda o Eurogrupo. Os riscos à perspectiva econômica, porém, são de baixa, conforme a incerteza global pesa, acrescenta.

O Eurogrupo considera que a zona do euro enfrenta múltiplas demandas orçamentárias, em paralelo à necessidade de continuar a reconstruir seus colchões fiscais. O arcabouço reformado busca fortalecer a sustentabilidade da dívida e promover crescimento sustentável e inclusivo, por meio de reformas estruturais e investimentos, diz o texto, que expressa compromisso em garantir uma implementação "consistente e rápida" ao longo deste ano.

Os ministros dizem que os planos orçamentários e a orientação sobre a posição fiscal continuam a ser aspecto importante. A coordenação próxima das políticas fiscais dos países do bloco contribuem de modo significativo para a força e a coesão da zona do euro, afirmam.

A partir dos dados mais recentes disponíveis, os requisitos da governança econômica revisada se traduziriam em uma postura fiscal "levemente contracionista" na zona do euro em 2025.

O Eurogrupo sustenta que isso seria apropriado, diante da perspectiva macroeconômica atual, da necessidade de manter sustentabilidade fiscal e apoiar o processo de desinflação em andamento, enquanto as políticas devem seguir ágeis diante da "incerteza prevalecente".