Bolsas da Europa fecham mistas, com repercussão de perspectivas para Irã e Israel

As bolsas da Europa fecharam mistas nesta segunda-feira, 15, em uma sessão que captou a repercussão dos desdobramentos do ataque do Irã contra Israel no fim de semana. As perspectivas de que o conflito, a principio, deverá ser contido fizeram com que grande parte das ações não operassem pressionadas. Por outro lado, o petróleo recuou diante desta visão, o que teve influência em papéis do setor, que registraram importantes baixas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,06%, a 505,57 pontos.

No sábado, 13, o Irã lançou mais de 300 mísseis e drones contra alvos militares em Israel. A maior parte dos projéteis, no entanto, foi interceptada e os danos foram pequenos.

No domingo, 14, os dois países deram sinais de que evitarão o agravamento do conflito. O Wells Fargo continua acreditando que uma guerra regional mais ampla não é iminente.

Como resultado, o banco aponta que suas perspectivas econômicas, monetárias e do mercado financeiro globais não mudaram em resultado dos desenvolvimentos geopolíticos mais recentes. Neste cenário, as petroleiras BP (-2,19%) e Shell (-1,62%) recuaram, pressionando o FTSE 100 a uma queda de 0,45% em Londres, a 7.959,63 pontos. Em Madri, a Repsol caiu 1,61%, contribuindo na queda de 0,17%, a 6.268,88 pontos, do Ibex 35. Já o PSI 20 recuou 1,08% em Lisboa, a 6.268,88 pontos, com a Galp caindo 1,07%.

No noticiário macroeconômico, destaque para a produção industrial da zona do euro, que subiu 0,8% no confronto mensal de fevereiro, como era previsto, após cair 3% em janeiro. "Uma recuperação industrial incipiente a nível mundial é um desenvolvimento positivo que acreditamos que irá apoiar uma retomada cada vez mais ampla das ações", avalia a Capital Economics.

As surpresas na atividade apoiaram uma melhoria na dinâmica consensual dos lucros por ação nos últimos meses e são um bom presságio para a próxima temporada de relatórios empresariais, projeta a análise.

"Acreditamos que as ações são sustentadas por uma economia global resiliente e por uma melhoria das perspectivas de lucros por ação. Uma inflação mais rígida do que o esperado poderá prejudicar o sentimento dos investidores no curto prazo, mas as ações poderão conviver com rendimentos das obrigações mais elevados, desde que os dados de atividade continuem a melhorar", afirma a consultoria.

Em Paris, o CAC 40 subiu 0,43%, a 8.045,11 pontos. O DAX avançou 0,41%, a 18.003,21 pontos em Frankfurt. Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,56%, a 33.954,28 pontos.