Executivo conta quais são os melhores mercados imobiliários do mundo para brasileiros investirem

SÃO PAULO – Tradicionalmente, o investimento em imóveis é um dos preferidos do brasileiro. Seja pela sensação de segurança e estabilidade que esse tipo de aplicação transmite, ou ainda pela tradição familiar. Assim, é natural que muitas pessoas, quando pensam em diversificar fora do Brasil, considerem investir no mercado imobiliário. O InfoMoney conversou com Pedro Barreto, CEO (Chief Executive Officer) da Ativore Global Investments, para saber quais os principais erros que os brasileiros cometem ao comprar imóveis fora daqui para gerar renda e quais as regiões mais interessantes para investir.

Mercados

Nos EUA, o executivo comenta que o brasileiro deve evitar os mercados mais badalados, como Miami, Nova York e São Francisco, uma vez que esses mercados já se encontram bastante valorizados e estão sujeitos muito mais a variações globais de preços do que a fatores meramente regionais.

Dois mercados que agradam bastante Pedro na maior economia do mundo são os das cidades de Atlanta e de Dallas. Ambas são grandes cidades, mas não estão tão sujeitas aos efeitos comentados por ele. O executivo ainda afirma que, em Atlanta, por exemplo, é possível conseguir uma renda líquida entre 6,5% a 8% ao ano apenas com aluguel, sem entrar em uma eventual valorização da propriedade, que, nos EUA, costuma girar em torno de 3% ao ano no longo prazo.

Na Europa, um mercado que o brasileiro tem bastante interesse e está em um bom momento, de acordo com o executivo, é o de Portugal. No entanto, nesse caso, a recomendação específica dele é pelo investimento em imóveis localizados nas regiões centrais de Porto e Lisboa que passaram por reformas recentes. "Existe um processo de revitalização muito forte no centro histórico dessas cidades e uma demanda muito forte dos turistas por alugar imóveis para a temporada", explica.

Outro mercado que ele comenta que o investidor brasileiro pode lucrar com imóveis para renda é na Inglaterra e Escócia, mais especificamente em cidades que contem com uma forte demanda de residências estudantis, como Liverpool, Manchester e Glasgow. No entanto, com a recente votação pela saída do Reino Unido da União Europeia, Pedro não recomenda esse investimento no momento até que a situação se estabilize na região.

Erros

O principal erro que o brasileiro comete ao investir no exterior é seguir modismos. "Se a moda do momento é comprar um imóvel em Miami, a pessoa vai lá e faz isso sem nem analisar o mercado, saber o que está fazendo propriamente, só vai por que todo mundo está fazendo isso", comenta.

Outro erro muito comum é o de não saber qual o intuito pelo qual o imóvel está sendo comprado. "A pessoa tem que entender se a propriedade é para alugar e gerar renda, se é para lucrar com uma valorização em seu preço ou se é para uso pessoal. Se há confusão nisso, fica muito difícil de fazer as coisas direito", crava Pedro.

O executivo ainda afirma que o excesso de expectativa em relação à valorização de um imóvel é outro problema. "As pessoas subestimam os gastos com condomínio e manutenção e têm as expectativas muito altas quanto a uma valorização. É preciso ter as expectativas mais realistas para fazer dar certo", explica.

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