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Exportações brasileiras de carne suína devem bater recorde em 2016

01/12/2016 10h34

As exportações brasileiras de carne suína deverão atingir um volume recorde de embarques neste ano, alcançando aproximadamente 700 mil toneladas. A estimativa para a produção é de avanço de 14%, chegando a 3,8 milhões de toneladas, o que posiciona o Brasil como o quarto maior produtor. Os números fazem parte do estudo “Mapeamento da Suinocultura Brasileira”, divulgado na última terça-feira (29), pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), em evento em São Paulo (SP).

De acordo com o documento, que teve como base entrevistas com suinocultores, especialistas do setor, entidades e frigoríficos, a suinocultura brasileira registrou em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 62,57 bilhões. No ano passado, a atividade gerou 126 mil empregos diretos e mais de 900 mil indiretos. 

Segundo o levantamento, o País registrou, em 2015, um plantel reprodutivo de mais de 1,7 milhão de matrizes tecnificadas, o abate ficou na casa de 39,3 milhões de animais e a movimentação em toda a cadeia produtiva foi de aproximadamente de R$ 149,86 bilhões. O estudo aponta também que no tocante aos sistemas de produção, a suinocultura independente representa 38% da atividade, cooperativas 23% e integração 39%.

Em relação ao consumo, o documento assinala que nos últimos 20 anos o brasileiro aumentou em 113% a ingestão de carne suína. De acordo com o levantamento, o valor médio de venda dos suínos vivos para o ano de 2015 foi de R$ 3,26/kg animal vivo, sendo o peso médio estimado em 126 kg/animal, proporcionando assim um faturamento de US$ 5,9 bilhões.

O mapeamento da ABCS acentua que os Estados da região Sul foram responsáveis por 66% dos abates. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, mesmo em um ano marcado por turbulências políticas e econômicas, a suinocultura continuou a crescer. “E esta publicação será uma importante ferramenta de informação para gerar subsídios que auxiliarão na geração de políticas públicas para o setor.”