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ABERTURA: Ibov futuro abre em alta com balanços e de olho no PIB dos EUA

26/07/2019 09h03

Após fechar com queda de 1,25% na véspera, o índice futuro do Ibovespa segue a cena externa e começa a sexta-feira com ganhos de 0,50% aos 103.485 pontos. O mercado deve voltar as atenções, mais uma vez, para os balanços de empresas locais, para dados da economia americana e também para as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Já o dólar comercial abre a sessão com baixa de 0,01% a R$ 3,7778.

A economia dos Estados Unidos deve ter crescido no ritmo mais lento em mais de dois anos no segundo trimestre, uma vez que a aceleração dos gastos dos consumidores foi provavelmente compensada por exportações e investimento empresarial fracos.

A moderação esperada do crescimento acontece diante de um cenário de aumento de riscos para as perspectivas econômicas, especialmente da guerra comercial com a China e da desaceleração do crescimento global, que devem encorajar o Federal Reserve a cortar a taxa de juros na próxima quarta-feira pela primeira vez em uma década.

Os principais índices acionários da China avançaram nesta sexta-feira e encerraram a semana com ganhos, liderados pelas empresas de tecnologia, ao mesmo tempo em que investidores comemoram a retomada nas expectativas sobre comércio.

Os principais negociadores de China e Estados Unidos vão se reunir em Xangai na terça-feira para dois dias de negociações comerciais, conformou o Ministério do Comércio chinês.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,45%, a 21.658 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,69%, a 28.397 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,24%, a 2.944 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,19%, a 3.858 pontos.

A sessão desta sexta-feira dá sinais que será positiva para os mercados europeus. Em Frankfurt, o DAX tem ganhos de 0,29% aos 12.398 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE soma 0,53% aos 7.529 pontos. Já em Paris, o CAC soma 0,50% aos 5.606 pontos.

COMMODITIES

Mais uma vez, a sessão desta sexta-feira na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian foi marcada pela forte valorização dos contratos futuros do minério de ferro. O ativo com o maior volume de negócios, com vencimento em setembro do atual calendário, avançou 3,42% a 892,00 iuanes por tonelada do produto, o que representa variação diária de 29,50 iuanes.

Já na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai, onde são transacionados os papéis futuros do vergalhão de aço, a sexta-feira foi marcada por rumos distintos nos preços. No contrato mais líquido, com entrega em outubro deste ano, houve alta de 22 iuanes para 3.940 iuanes para cada tonelada. Já o de janeiro de 2020, segundo mais negociado, caiu 14 iuanes para 3.685 iuanes por tonelada.

O dia mostra-se também positivo para os preços internacionais do petróleo. O barril do tipo WTI, negociado em Nova York, soma 0,77%, ou US$ 0,43%, a US$ 56,45. Já em Londres, o Brent soma 0,55%, ou US$ 0,35, a US$ 63,74.

MERCADO CORPORATIVO

- Usiminas (SA:USIM5)

A Usiminas informou na manhã desta sexta-feira que encerrou o segundo trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 171 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 19 milhões registrados um ano antes. Nos três primeiros meses do ano, o resultado foi de R$ 76 milhões, fazendo com que alta trimestral seja de 125%.

A receita líquida entre abril e junho deste ano foi de R$ 3,694 bilhões, um crescimento de 15% na base anual, quando foram registrados R$ 3,204 bilhões. Já entre janeiro e março, as receitas da companhia foram de R$ 3,532 bilhões, um crescimento de 5% do primeiro para o segundo trimestre.

Com isso, o Ebitda ajustado da siderúrgica foi de R$ 576 milhões com margem de 16%, contra R$ 519 milhões e 16% um ano antes, e de R$ 488 milhões e margem de 14% nos três primeiros meses de 2019.

- Minerva (SA:BEEF3)

A Minerva Foods encerrou o segundo trimestre do ano com prejuízo líquido de R$ 113,3 milhões, uma queda no resultado negativo de 87,8%, sendo que um ano antes as perdas foram de R$ 926 milhões para o mesmo período. Mas, na comparação com o primeiro trimestre, o prejuízo foi 260,8% maior, quando foi de R$ 31,4 milhões.

Entre abril e junho deste ano, o frigorífico teve receitas brutas de R$ 4,268 bilhões, um avanço de 8% na base anual, quando ficou em R$ 3,953 milhões. Na base trimestral, o avanço foi de 7,4%, de R$ 3,975 bilhões entre janeiro e março.

Desta forma, o Ebitda do trimestre foi de R$ 363,9 milhões e margem de 9%, contra R$ 353,4 milhões e margem de 9,5% de um ano antes, e de R$ 328,8 milhões e margem de 8,8% nos três primeiros meses do ano.

- Fleury (SA:FLRY3)

O Grupo Fleury anunciou na noite de quinta-feira que encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido recorrente de R$ 90,3 milhões o que representa alta de 4,2% em relação aos R$ 86,6 milhões registrados um ano antes. No acumulado do ano, a rede de laboratórios acumula resultado de R$ 187,2milhões, contra R$ 183,1 milhões dos seis primeiros meses de 2018.

Entre abril e junho, a receita líquida da companhia foi de R$ 728,7 milhões, apresentando assim um crescimento de 8,2% na comparação com os R$ 673,4 milhões de um ano antes. No ano, o grupo faturou R$ 1,429 bilhão, contra R$ 1,326 bilhão no mesmo período de 2018.

Assim, o Ebitda recorrente do trimestre foi de R$ 190,6 milhões e margem de 26,2%, sendo que um ano antes ficou em R$ 178,8 milhões e margem de 26,6%. No ano, o Ebitda recorrente acumula R$ 387,3 milhões e margem de 27,1%.

- Ecorodovias (SA:ECOR3)

A Ecorodovias teve lucro líquido de 58,5 milhões de reais no segundo trimestre, uma queda de cerca de 27 por cento sobre o resultado positivo de um ano antes, informou a companhia de concessões de infraestrutura nesta quinta-feira.

Segundo a concessionária, a queda no lucro ocorreu, entre outros fatores, pelo aumento de 43,6 por cento no resultado financeiro negativo, que atingiu 176,4 milhões de reais no segundo trimestre.

A empresa apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 474,4 milhões de reais no período, excluindo receitas de construção de projetos, alta de 17 por cento na comparação anual. O desempenho foi puxado pela entrada em operação das concessões de rodovias em Minas Gerais e Goiás, informou a companhia no balanço.

- Eletrobras (SA:ELET3)

O conselho de administração da Eletrobras aprovou a alienação de participação societária da empresa em 39 sociedades de propósito específico, agrupadas em seis lotes, informou a elétrica em fato relevante ao mercado nesta quinta-feira.

A operação, segundo a empresa, tem por objetivo concluir a alienação das participações societárias remanescentes de leilão realizado em setembro de 2018.

As inscrições de proponentes interessados em participar no procedimento estão previstas para ocorrer de 30 de julho a 12 de agosto de 2019.

- Petrobras (SA:PETR4)

Produção

A produção total de petróleo, LGN e gás natural da Petrobras no segundo trimestre somou 2,63 mboed, com alta de 3,8% ante o primeiro trimestre mas recuo de 1% na comparação anual, informou a estatal, que também reviu as metas de produção para o ano de 2019.

A produção de petróleo e LGN somou 2,05 mbpd no período, com avanço de 4,1% frente ao primeiro trimestre e queda de 0,5% frente a mesmo período de 2018, segundo relatório de produção divulgado na madrugada da quinta-feira.

"Apesar do aumento da produção em relação ao 1T19, os resultados foram inferiores aos inicialmente previstos", afirmou a empresa, citando dificuldades operacionais em Búzios. "Coerente com nosso compromisso com a transparência, alteramos nossa meta de produção para o ano de 2,8 MMboed para 2,7 MMboed, com variação para mais ou para menos", disse a companhia.

Venda de campos

A Petrobras iniciou fase não vinculante de processo para a venda de 100% de quatro campos terrestres, na Bahia, denominados conjuntamente Polo Tucano Sul, informou a empresa em comunicado nesta quinta-feira.

Juntos, os campos chamados Conceição, Fazenda Matinha, Fazenda Santa Rosa e Quererá somam produção média de cerca de 29 mil metros cúbicos/dia de gás, segundo informou a empresa anteriormente.

Os habilitados para essa fase receberão instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes, além de acesso a um data room virtual contendo mais informações sobre o polo.

Acordo de leniência

A Petrobras informou nesta quinta-feira que recebeu esta semana 425 milhões de reais em decorrência de acordos de leniência e repatriações promovidas pelo Ministério Público Federal.

A estatal, considerada vítima nos casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato, informou ainda que o total de recursos devolvidos à companhia em decorrência de acordos de colaboração, leniência e repatriações ultrapassa o montante de 4 bilhões de reais.

A devolução registrada nesta semana envolve 313 milhões de reais referentes ao pagamento da primeira parcela do acordo de leniência da Technip (PA:FTI) e da Flexibras; 45 milhões de reais de parcela do acordo de leniência feito com Camargo Correa e o Ministério Público Federal; e 67 milhões de reais por parte de pessoas físicas envolvidas em atos de corrupção apurados na Operação Lava Jato.

Karoon

Após vencer licitação da Petrobras e levar o campo de Baúna, a australiana Karoon planeja novos investimentos no Brasil para incrementar a produção de petróleo e trabalhar para a sinergia da nova área com outros ativos próximos, disse o diretor-geral da empresa para América do Sul à Reuters.

A operação da compra de Baúna, localizado em águas rasas da Bacia de Santos, foi anunciada na noite de quarta-feira, por 665 milhões de dólares.

Tim (SA:TIMP3) Hosking afirmou em uma entrevista por telefone que a expectativa é de que o negócio seja totalmente concluído e a empresa se torne operadora do campo, com 100% de participação, em até dez meses a partir de agora.

Liquigás

A próxima empresa a ser vendida pela Petrobras em meio a seu plano de desinvestimentos será a subsidiária de distribuição de botijões de gás Liquigás, disse nesta quinta-feira o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

A petroleira, que detém 100% da Liquigás, abriu processo para se desfazer da companhia em abril. Antes, a Petrobras havia chegado a anunciar a venda da empresa para o Grupo Ultra, mas o negócio foi vetado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro de 2018.

"A próxima (empresa) a deixar o Estado será a Liquigás, agora no mês de agosto... a Petrobras está vendendo 100% da Liquigás e deve receber as ofertas vinculantes finais no dia 7 de agosto", disse Castello Branco em cerimônia de oferta de ações da BR Distribuidora (SA:BRDT3) na bolsa paulista B3.

Navios iranianos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira que a Petrobras forneça combustível a navios iranianos que estão parados na costa brasileira à espera de abastecimento desde o início de junho, segundo documento da decisão judicial visto pela Reuters.

A Petrobras havia se negado a fornecer o combustível a dois navios de bandeira do Irã, alegando que as embarcações estavam na lista de sanções dos Estados Unidos.

Em sua decisão, Dias Toffoli avaliou que as embarcações iranianas estão sob contrato com a empresa brasileira Eleva, que não consta da lista de agentes sancionados pelos EUA.

O presidente do STF acrescentou ainda que o impedimento da empresa de concluir o negócio traria prejuízos ao Brasil, que tem no Irã o seu maior mercado para exportação de milho.

AGENDA DE AUTORIDADES

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro viaja para Goiânia, onde faz visita ao Comando de Operações Especiais - COPESP/EB. Na parte da noite, participa da Cerimônia de Comemoração do 161º Aniversário da PM-GO e Formatura da 45ª Turma de Aspirantes, voltando à Brasília ao final da noite.

O dia do ministro da Economia, Paulo Guedes, começa com Reunião com a presidente do IBGE, Susana Guerra. Em seguida, dá palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Na parte da tarde, Guedes tem audiência com o presidente do Conselho de Administração da Ultrapar (SA:UGPA3), Pedro Wongtschowsh, fechando o dia com uma reunião com o diretor da Fundação Getúlio Vargas, Aloisio Araújo.

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