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Celulose Irani dispara quase 20% com venda de imóveis e madeira em pé no RS

26/09/2019 16h06

Na parte da tarde desta quinta-feira na bolsa paulista, as ações da Celulose Irani operam forte valorização, depois de a companhia anunciar, por meio de dois fatos relevantes, vendas junto com sua subsidiária Habitasul Florestal que totalizam R$ 92 milhões no Rio Grande do Sul.

Com isso, por volta das 15h15, as ações da companhia eram negociadas com alta de 18,57% a R$ 3,32, enquanto que as Habitasul Florestal somam 39,62% a R$ 13,99.

O primeiro fato relevante informa que a companhia anunciou que celebrou contrato para a venda de 767.673 m³ de madeira em pé no estado do Rio Grande do Sul (RS) pelo valor total de R$ 39 milhões para a CMPC Celulose Riograndense. Já o segundo fato relevante apresenta venda de imóveis rurais com aproximadamente 10,3 mil hectares por R$ 53 milhões, também no RS. Nas duas operações, o BTG Pactual (SA:BPAC11) atuou como assessor financeiro.

Segundo trimestre

A companhia encerrou o segundo trimestre do ano com receita total de R$ 245 milhões, contra R$ 218,83 milhões de um ano antes. Assim, a Irani teve no segundo trimestre do ano prejuízo de R$ 12,8 milhões, contra lucro de R$ 5,278 milhões do mesmo período de 2018. Já o Ebitida ajustado do período foi de R$ 42,4 milhões, ante R$ 40,281 milhões entre abril e junho do ano passado.

A relação dívida líquida/EBITDA foi de 3,89 vezes em junho de 2019. Excluindo da dívida líquida a variação cambial registrada como hedge accounting, a relação dívida líquida/EBITDA seria de 3,13x.

Já a posição de caixa ao fim de junho de 2019 foi de R$ 30,5 milhões e 55% da dívida estava no longo prazo. Conforme Fato Relevante divulgado em 31 de julho de 2019 a Irani concluiu a emissão de debêntures no valor total de R$ 505 milhões com o objetivo de melhorar o perfil de vencimento da dívida, recompor o caixa e adequar sua estrutura de capital.

A Irani atua no segmento de Papel para Embalagens, tanto nos mercados de papéis para embalagens rígidas (papelão ondulado) como para embalagens flexíveis (sacaria). A produção total de papel para embalagens da companhia no trimestre foi superior em 10,9%, quando comparado com o 2T18, e 3,0% em relação ao 1T19. Em relação às vendas, houve aumento de 45,7% quando comparado com o 2T18, e de 22,4% na comparação ao 1T19.