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EUA se recusam a endossar entrada do Brasil como membro da OCDE, diz Bloomberg

10/10/2019 14h11

Os EUA se recusaram a endossar a reivindicação do governo do Brasil de entrar na Organização da Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), segundo informações da agência Bloomberg nesta quinta-feira. A decisão da Casa Branca contraria o apoio público do pleito brasileiro que o presidente dos EUA Donald Trump acenou ao presidente Jair Bolsonaro durante a conferência de imprensa de ambos quando o mandatário brasileiro visitava os EUA em março. A promessa foi reiterada, em julho, pelo secretário de Comércio Wilbur Ross durante visita a São Paulo.

Em carta direcionada ao secretário-geral da OCDE Angel Gurria em 28 de agosto, o secretário de Estado americano Mike Pompeo rejeitou em discutir uma expansão maior da instituição internacional. Além disso, Pompeo reforçou a admissão de Argentina e Romênia na carta.

A conquista do apoio americano à reivindicação brasileira era considerada um dos principais trunfos da diplomacia sob o governo Bolsonaro. Durante a visita do brasileiro a Washington em março, o governo brasileiro ofereceu em troca do apoio o acesso americano a base de lançamento de foguetes Alcântara, localizada no Maranhão, a isenção de visto para turistas americanos e cooperação entre os dois países sobre a Venezuela. Além da entrada na OCDE, Trump prometeu designar o Brasil como um importante aliado não-membro da Otan.

A OCDE é uma instituição internacional fundada em 1961 e conta com 36 membros atualmente. Em seu site, a organização diz que promove políticas que visam a prosperidade, a igualdade, a oportunidade e o bem-estar geral. Chamada de "clube dos países ricos", ser membro da OCDE concede um status de que o país prosperou economicamente.