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Osmar Terra, a opção pelo desenvolvimento humano para reduzir a desigualdade

Osmar Terra

07/03/2018 15h24

BRASÍLIA, Brasil, 7 de março de 2018 /PRNewswire/ -- Transferência de renda sozinha não reduz a desigualdade, diz o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Por isso, ele sempre defendeu a necessidade de o Programa Bolsa Família, assim como o Benefício da Prestação Continuada (BPC), contar com uma ação de longo prazo voltada ao desenvolvimento humano, o que ocorreu com o lançamento do Programa Criança Feliz, em outubro de 2016. Segundo Terra, o investimento na primeira infância é que possibilita retirar as famílias da pobreza, diminuindo as diferenças socioeconômicas.

"Pesquisas científicas longitudinais, feitas nas últimas duas décadas, concluíram que a criança que tem mais estímulo no início da vida, com acompanhamento adequado, terá melhor desempenho escolar e, consequentemente, mais oportunidade de vir a ter uma renda maior, ajudando, assim, a sua família a sair do programa de transferência de renda", destaca Osmar Terra. "Isso tem enorme impacto no futuro dessa criança e de seus familiares, levando-as a superar a pobreza."

Com a experiência de médico, deputado federal, ex-secretário de Saúde do Rio Grande do Sul e ex-prefeito do município gaúcho de Santa Rosa, Osmar Terra assumiu a gestão do MDS com a certeza de que o olhar de longo prazo exigiria adequações no presente em relação ao Bolsa Família.

"Fizemos um grande pente fino porque tínhamos a percepção de que havia muita gente que não precisava estar recebendo o benefício, como empresários, prefeitos, vereadores e servidores públicos com rendimento incompatível com as condicionantes do programa", observa o ministro.

Com a revisão cadastral, cerca de 4,4 milhões de famílias saíram do Bolsa Família. "Isso permitiu que incluíssemos no programa outras 3,5 milhões de famílias que necessitavam o benefício e estavam na fila. O Bolsa Família sempre teve cerca de 1 milhão de famílias na fila de espera, que levavam meses para ter acesso à transferência de renda."

"O Criança Feliz e o Progredir é que levarão a superação da desigualdade", reforça Osmar Terra. Como exemplo, cita o fato de que o Brasil tinha 5 milhões de famílias no Bolsa Família em 2005 e que esse número passou para 15 milhões em 2015. "Ou seja, não redução da pobreza, mas sim um aumento." Para isso, isso comprava a necessidade de investir no desenvolvimento humano como estratégia de redução da desigualdade.

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Contato: (21) 9.7263.6617

FONTE Osmar Terra

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