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Oferecer produto personalizado ajuda a destacar empresa na internet

Larissa Coldibeli

Do UOL, em São Paulo

29/10/2012 06h00

Oferecer produtos exclusivos por meio da personalização tem sido o diferencial de negócio que dá impulso a microempresas que realizam vendas pela internet. Assim, elas conseguem se destacar em meio a tantos negócios que também estão na rede e lucrar.

Arnaldo Dib resolveu apostar nos dotes de sua mulher como costureira para lançar um negócio. Pelo site Saias Mi Dib, eles vendem saias sob medida para todo o Brasil. Um mês e meio após a página entrar no ar, o faturamento proveniente das vendas online superou o salário que Milena Dib ganhava como analista de Recursos Humanos.

“Minha esposa fez curso de moda e fazia saias para as amigas. Ela sempre quis trabalhar com isso, mas não tinha oportunidade. Como o site não exige investimento inicial alto, resolvi fazer. Eu sabia que tinha potencial para dar certo, só não sabia que seria tão rápido”, diz.

Dib usa alguns artifícios no site para atrair clientes e fechar negócios, como incluir o próprio endereço para dar credibilidade, colocar os desenhos dos modelos de saias e fotografar as que já foram feitas. Mas, o principal, segundo ele, é a exclusividade.

“Na internet, é difícil ter algo sob medida. A exclusividade é nosso principal marketing e a frase de destaque da página inicial do site. Também oferecemos estampas diferentes, que não estão à venda em todo lugar.” A empresa já contratou uma costureira, está faturando em torno de R$ 7 mil por mês e a meta é chegar aos R$ 20 mil nos próximos meses.

Loja virtual permite vender para todo o mundo

  • Divulgação

    Felipe Guedes já vendeu sandálias personalizadas para os EUA, França e Israel com o site CustumiZú

A personalização e a internet também são as apostas do empreendedor Felipe Guedes. Junto com sua mãe, ele toca a CustumiZú, que vende sandálias de dedo customizadas. Fundada há um ano, a empresa começou despretensiosamente, quando a mãe de Guedes começou a customizar sandálias para o pessoal de casa. Um amigo apresentou uma máquina de estampar e eles decidiram lançar uma loja virtual.

“Começamos com clientes pequenos, fazendo sandálias para festas de casamento por indicação de conhecidos. Depois, fechamos parcerias com empresas de buffet e outros serviços para festas. Atualmente, 50% dos negócios fechados vêm da internet”, declara.

A empresa recebe cerca de 120 orçamentos por mês via internet e entre 15% e 20% são convertidos em vendas. Guedes diz que as sandálias já foram vendidas para os Estados Unidos, França e Israel.

Ele diz que as vendas à distância exigem um cuidado maior por parte do empreendedor, já que não existe o contato pessoal com um vendedor. “Tem que ter atenção aos detalhes. Caprichar no atendimento para o cliente se sentir seguro, dar atenção. A qualidade das imagens do site também é muito importante, porque é a nossa vitrine”, afirma.

Tanto a iniciativa da CustumiZú como a da Saias Mi Dib foram reconhecidas pelo Google em premiação na Feira do Empreendedor.

Site tem que ser atrativo para o cliente

Marco Antonio Murara, consultor técnico do Sebrae-SC, diz que a empresa que deseja colocar seu negócio na internet precisa se colocar no lugar do consumidor. “A ferramenta, seja ela um website, um blog ou um perfil em rede social, tem que ser atrativa para os usuários.”

Ele diz que mais do que descrever os seus produtos ou serviços, a empresa precisa deixar bem claro em sua página o benefício que ela vende. “Quem compra uma broca quer um furo na parede e não a broca por si só. Quem compra um batom quer beleza”, exemplifica.

Para Murara, a estratégia de oferecer serviços personalizados, como é o caso da Saias Mi Dib e da CustumiZú, é uma boa maneira de não competir com as grandes empresas, que muitas vezes têm menores preços e logística melhores. “Muitas pessoas que usam a internet não se consideram consumidores de massa. Focar em um nicho aumenta as chances de sucesso do empreendedor”, declara.