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Gigante do varejo britânico perde quase R$ 1 bi após vender hambúrguer com carne de cavalo

Do UOL, em São Paulo

16/01/2013 16h42

A rede britânica de supermercados Tesco perdeu cerca de 300 milhões de libras (cerca de R$ 981 milhões) em valor de mercado. A desvalorização aconteceu depois que testes encontraram DNA de cavalo em diversas marcas de hambúrgueres vendidas em lojas da rede na Irlanda e no Reino Unido, segundo publicou o jornal "The Guardian", nesta quarta-feira (16).

Produtos "contaminados" também eram vendidos por outras três grandes redes de supermercados que operam nos dois países: Aldi, Iceland e Lidl.

Os testes foram realizados pela agência de segurança alimentar da Irlanda, a Food Safety Authority of Ireland (FSAI). Foram examinados 27 produtos diferentes, e em dez deles foram encontrados traços de DNA de cavalo.

Em uma das amostras, vendida pela Tesco, o nível de DNA equino indica que a carne de cavalo responderia por 29% da composição do hambúrguer. Também foi encontrado DNA de porco na composição de 23 dos produtos analisados, supostamente feitos exclusivamente com carne bovina.

Segundo as autoridades irlandesas, o consumo dos produtos não traz risco à saúde das pessoas, mas o episódio levou a uma retirada em massa das prateleiras das linhas de hambúrguer em que foi detectada a contaminação.

O caso também levantou questões sobre a confiança dos consumidores, especialmente entre aqueles que não comem carne de porco, por restrições religiosas ou alimentares.

As amostras contaminadas foram produzidas em duas fábricas na Irlanda e em uma terceira, no Reino Unido.

Autoridades classificam caso como 'completamente inaceitável'

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, classificou o caso como "completamente inaceitável" e afirmou, nesta quarta-feira (16), que as lojas devem ser responsáveis pela qualidade da comida que vendem.

O ministro da Agricultura da Irlanda, Simon Coveney, disse ser "totalmente inaceitável" o índice encontrado de quase um terço de carne de cavalo na composição de um dos hambúrgueres analisados. No entanto, o ministro ressaltou que, até o momento, a investigação não encontrou sinais de que os fabricantes tenham deliberadamente adicionado carne de cavalo aos produtos.

"Enquanto existe uma explicação plausível para a presença de DNA suíno nesses produtos, devido ao fato de que a carne de diferentes animais é processada na mesma fábrica, não exite uma explicação clara para a presença de DNA equino em produtos de fábricas que não usam a carne de cavalo em seu processo de produção", afirmou ao "Guardian" o chefe da agência irlandesa FSAI, Alan Reilly.

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