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Ele era rejeitado pelo pai adotivo; hoje é dono da Oracle e o 5º mais rico

Paul Sakuma/AP
Imagem: Paul Sakuma/AP

Do UOL, em São Paulo

29/05/2015 06h00

Sua mãe solteira o entregou a parentes distantes para ser criado, e seu pai adotivo o rejeitava. Hoje, aos 70 anos, Larry Ellison, criador de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a Oracle, é o 5º homem mais rico do mundo, segundo a revista “Forbes”.

Sua trajetória de vida é atípica. Quando criança, o pai adotivo de Ellison costumava dizer que ele “não servia para nada”. Ele não tinha as melhores notas da escola e tinha problemas com autoridades, segundo um perfil feito pela revista “Fortune”.

Ellison cresceu na zona Sul de Chicago, uma região que a revista “Look” chamava de “o pior e mais antigo gueto de negros nos Estados Unidos”. Ele não chegou a conhecer o pai biológico; a mãe biológica ele só viu uma vez na vida, segundo a “Fortune”.

Ele começou a fazer faculdade nas universidades de Illinois e Chicago, mas abandonou os estudos e aprendeu a programar. “Eu nunca assisti a uma única aula de ciência da computação na minha vida”, Ellison afirmou em uma palestra para o Smithsonian Institute. “Eu só peguei um livro e comecei a programar.”

Em 1966, então com 22 anos, Ellison se mudou para a Califórnia, e teve vários empregos até ir para a Ampex, uma fabricante de equipamentos eletrônicos. Uma de suas funções na empresa era desenvolver um programa de dados para a CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos) chamado Oracle.

Com dois colegas de trabalho da Ampex, Ed Oates e Bob Miner, Ellison fundou a própria empresa em 1977, que a princípio se chamava Software Development Laboratories. Em 1982, eles mudaram o nome da companhia para Oracle.

Gigante no segmento de organização de dados para empresas, a Oracle comprou uma concorrente direta, a Sun, em 2009, passando a ser dona da linha de software Java.

A tecnologia Java, está presente em cinco bilhões de SIMs e cartões inteligentes, 3 bilhões de celulares, 80 milhões de aparelhos de TV, incluindo todos os Blu-ray players e muitas outras soluções incorporadas de impressoras, aparelhos bancários, e-books e até mesmo carros.

Larry Ellison considerava Steve Jobs seu melhor amigo, até a morte do dono da Apple em 2011. Quando a revista “Fortune” perguntou a Jobs qual era a motivação do colega Ellison, ele respondeu apenas “Rosebud” (uma referência ao filme "Cidadão Kane", que relata a história de um bilionário, também com uma infância sofrida).

Em 2009, Ellison foi o executivo mais bem pago da primeira década do século, segundo o “Wall Street Journal”. Em setembro de 2014, ele deixou a presidência da Oracle, mas continua atuando como diretor de tecnologia do grupo.

Ele é o 5º mais rico do mundo no ranking da revista "Forbes", com uma fortuna de US$ 54,3 bilhões.

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