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Prévia da inflação no primeiro semestre é a menor para o período desde 1994

Do UOL, em São Paulo

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), foi de 0,16% em junho, o menor índice para o mês desde 2006 (-0,15%). 

O resultado mostra uma desaceleração em relação a maio, quando o indicador havia registrado alta de preços de 0,24%. 

Com o índice de junho, a inflação acumulada no primeiro semestre do ano é de 1,62%, a menor para o período desde o início da série histórica do IBGE, em 1994, com a criação do Plano Real.

No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 3,52%, abaixo dos 3,77% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. 

Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (23).

A meta em 2017 é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto, ou seja, pode variar entre 3% e 6%. 

No ano passado, a inflação oficial no Brasil foi de 6,29%, dentro do limite máximo da meta. O objetivo era manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,5% e 6,5%. 
 
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Tomate caiu 12,41%

Responsáveis por quase metade das despesas do brasileiro, a alimentação (-0,47%) e o transporte (-0,1%) ficaram mais baratos em junho. A queda nos preços dos alimentos foi maior quando considerados os produtos comprados para consumo em casa, que caíram 0,83%.

Os preços da maioria dos alimentos ficaram mais baixos de maio para junho, com destaque para tomate (-12,41%), frutas (-7,2%), óleo de soja (-3,85%), pescados (-2,93%) e arroz (-1,7%).

Combustíveis mais baratos

Nos transportes, a queda de 0,1% foi influenciada pelos preços dos combustíveis, que caíram 0,66%, principalmente pelo etanol, que ficou 2,05% mais barato. A gasolina caiu 0,37%.

Também recuaram as tarifas dos ônibus interestaduais (-0,95%).

Por outro lado, as passagens aéreas ficaram 6,83% mais caras no início do mês.

Conta de luz subiu

Entre os demais grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, os gastos com habitação foram os que mais subiram (+0,93%), puxados sobretudo pela conta de luz (2,24%).

Também contribuíram para a alta os gastos com conta de água e esgoto (+1,57%), condomínio (+1,14%) e artigos de limpeza (+0,84%).

Juros X Inflação

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o órgão decidiu cortar a taxa de juros pela sexta vez seguida. Ela passou de 11,25% para 10,25% ao ano, menor nível desde novembro de 2013. 

Os juros são usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. 

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

(Com Reuters)

Por que a inflação no nosso bolso parece maior do que a oficial?

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