Mercado sobe projeção de inflação em 2017 pela 4ª semana seguida

Do UOL, em São Paulo

Economistas consultados pelo Banco Central subiram pela quarta semana seguida a projeção para a inflação no final do ano. A estimativa passou de 3,45% para 3,5%. 

Em relação à taxa básica de juros, o mercado manteve a previsão de 7,5% ao ano. No final do mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou os juros pela sétima vez seguida, em um ponto percentual, para 9,25% ao ano. É o menor nível em quase quatro anos. 

O Copom ainda vai realizar três reuniões neste ano, em setembro, outubro e dezembro. 

Veja as projeções para 2017 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo BC:
 
  • PIB: foi mantido em 0,34%;
  • Inflação: subiu de 3,45% para 3,5%;
  • Taxa de juros: foi mantida  em 7,5% ao ano;
  • Dólar: ficou em R$ 3,25.

Recessão 

A projeção de 3,5% ainda deixaria a inflação abaixo do centro da meta do governo. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos (ou seja, variando de 3% a 6%).

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, ficou em 0,24% em julho. Em 12 meses, o índice acumulado é de 2,71%, o menor desde fevereiro de 1999 (2,24%). É a primeira vez que a inflação fica abaixo da meta desde 1999, ano em que ela foi criada. 

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. 

De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, como agora, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

Entenda o que é o boletim Focus

Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.

(Com Reuters)

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