ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Petrobras reajustou preço da gasolina 116 vezes em menos de 6 meses

Jeff Pachoud/AFP
Imagem: Jeff Pachoud/AFP

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

28/12/2017 18h11

Em menos de seis meses, desde que implantou a nova política de preços para combustíveis, a Petrobras já reajustou o valor da gasolina 116 vezes. O diesel mudou ainda mais: foram 120 alterações no preço.

Dos 116 reajustes da gasolina, 61 foram para cima e 55, para baixo. O saldo final: o preço combustível acumula alta de 29,54%.

No caso do diesel, foram 68 altas no preço contra 52 quedas, acumulando valorização de 25,42% no período.

O último reajuste saiu nesta quinta-feira (28): a petroleira anunciou aumentos de 1,1% para o diesel e de 1,7% para a gasolina. Os novos valores passam a valer a partir desta sexta (29).

As mudanças de preços acontecem nas refinarias, e podem ou não ser repassadas pelos postos para o consumidor.

Leia também:

Nova política

Desde 3 de julho, a Petrobras adota uma política que prevê reajustes com mais frequência, inclusive diariamente, nos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias.

Segundo a estatal, a ideia da nova política é repassar as variações do dólar e do petróleo no mercado internacional e, com isso, competir "de maneira mais ágil e eficiente".

A política de preços da Petrobras foi alvo de críticas no passado, principalmente no governo da presidente Dilma Rousseff.

Quando a cotação do petróleo no mercado internacional caiu a níveis históricos, a Petrobras decidiu não repassar essa queda para o preço dos combustíveis. Ao importar combustível mais barato e vendê-lo pelo mesmo preço de antes, os ganhos da Petrobras com a revenda aumentaram.

Na época, críticos afirmaram que, ao manter os preços artificialmente, o governo estava usando a política de preços para recuperar parte do que perdeu quando o petróleo estava caro lá fora --e o preço não subiu aqui-- e para tentar aliviar as contas da Petrobras, em meio a um endividamento muito grande da companhia.

(Com Valor e Agência Brasil)

Basta cavar para achar petróleo?

UOL Notícias

Mais Economia