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Reforma da Previdência


Joice pede que oposição pare de travar Previdência na CCJ: "é lamentável"

Adriano Machado/Reuters
9.abr.2019 - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) Imagem: Adriano Machado/Reuters

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

2019-04-15T18:30:58

15/04/2019 18h30

A líder do governo no Congresso Nacional, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), fez um apelo hoje à tarde para que parlamentares, em especial da oposição, parem de obstruir o andamento da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados.

"O que a gente está vendo ali é uma sequência de falatórios, em especial da oposição, de chorar. É lamentável. É uma brincadeira de mau gosto porque é um desleixo com o que é urgente. Por isso [faço um] apelo para que esses parlamentares que estão usando do kit obstrução pensem um pouquinho no país", declarou ao chegar ao Palácio do Planalto para se encontrar com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) para debater o caso.

Mais cedo, a comissão derrotou o governo duas vezes em votações de requerimentos. Como resultado, a votação do parecer sobre a reforma na CCJ pode ficar para a semana que vem.

Desde a semana passada, parlamentares do chamado Centrão, insatisfeitos com o governo, e da oposição passaram a defender a análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo antes da PEC da reforma da Previdência.

O Orçamento impositivo torna obrigatória a execução de emendas de bancadas estaduais.

Para conseguir priorizar a PEC do Orçamento, os parlamentares adotaram medidas previstas no regimento interno da Casa para atrasar e atrapalhar o andamento da sessão.

A líder disse que o "kit obstrução" é instrumental e não há "muito o que fazer".

Por causa do feriado da Sexta-Feira Santa (19), a semana em Brasília será mais curta. Na avaliação da líder do governo, o ideal seria votar até amanhã o parecer do relator da PEC da reforma da Previdência, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), favorável à constitucionalidade do texto.

"É mais arriscado sim [deixar para votar mais perto do final da semana]. Seria leviano falar que não", afirmou.

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