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Oito grandes grupos têm interesse em comprar Correios, diz secretário

O empresário Salim Mattar, fundador da Localiza, secretário de privatizações no governo Bolsonaro - Divulgação
O empresário Salim Mattar, fundador da Localiza, secretário de privatizações no governo Bolsonaro Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

23/09/2019 11h09

O Brasil tem oito grandes grupos interessadas em comprar os Correios, informou Salim Mattar, secretário especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia. Em entrevista ao jornal mineiro O Tempo, o secretário ainda afirmou que o governo deve anunciar em até 30 dias mais um lote de empresas que serão privatizadas.

"Os Correios são uma empresa muito grande, com mais de 100 mil funcionários, quando bastavam 50 mil para funcionar. Há agravantes como o rombo no Postalis, o rombo no sistema de saúde com também, porque era possível levar pai, mãe, papagaio. Quebrou. Os funcionários dos correios quebraram os correios", disse Mattar.

Questionado se nomes como a Amazon e o grupo Alibaba estaria na lista de interessados, ele não confirmou. Mas afirmou que os nomes incluem empresas nacionais e internacionais. A privatização dos Correios deve levar de dois a três anos já que depende de aprovação do Congresso.

Mattar criticou a demora nas privatizações e disse que um modelo fast-track está em estudos no Ministério da Economia. Segundo ele, o modelo agilizaria o processo.

"Uma empresa que, na iniciativa privada, vende-se em 45, 60 dias, no governo gastamos um ano para poder vender, senão mais. Algumas precisam ainda de lei para vender, ou do Congresso, ou de decreto, ou de PEC, ou de Medida Provisória. Isso tudo pode demorar entre 1 e 2 anos. Estamos sendo cuidadosos e colocando as mais fáceis de vender para dar volume e velocidade, mas vamos vender o máximo possível de empresas até 2022", completou.

A meta é anunciar de seis a dez empresas que serão privatizadas até 2022.

"Esse pacote deve ser anunciado em trinta dias, que se somará às 17 que temos atualmente. Mas, lembra que temos 205, hein? Acreditamos que, com a capitalização da Eletrobrás, que tem muitas subsidiárias, vamos reduzir significativamente esse número".

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