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Mídia e Marketing

Diretora diz que crise na Europa ajudou Carrefour a lidar com pandemia

Do UOL, em São Paulo

04/05/2020 13h29Atualizada em 04/05/2020 14h05

A diretora de Marketing do Carrefour, Silvana Balbo, explicou que a antecedência da crise derivada da pandemia do novo coronavírus na Europa ajudou a empresa a evitar o desabastecimento no Brasil e a se preparar para lidar com as necessidades diante da crise. Ela participou do UOL Debate de hoje.

"Revimos todas as nossas práticas de abastecimento", afirmou. "A gente bebeu demais na fonte da Europa, a gente tem operação na Itália, na França, que eram países que estavam no mínimo 15 dias na nossa frente então a gente conseguiu se precaver numa velocidade maior", disse Balbo.

O programa reuniu ainda Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope Media no Brasil, Carlos Pitchu, vice-presidente de mídia e comunicação da Natura; e Luiz Sanches, presidente da AlmapBBDO.

Balbo afirmou ainda que o Carrefour criou 'categorias covid' para garantir que "na ponta os itens não fossem faltar". Ela também explicou a corrida pelo papel higiênico nas lojas. "A gente percebeu que o papel higiênico é o ápice da perda de dignidade na vida das pessoas".

Segundo ela, o produto mais crítico para manter o abastecimento foi o álcool em gel e que, em alguns casos, foi necessário implementar uma restrição de itens, do número de unidades por clientes, para garantir que toda a demanda fosse atendida.

A diretora afirmou que o Carrefour não foi afetado diretamente pela crise derivada da pandemia, mas ressaltou que a rede precisou olhar com mais atenção principalmente para o comércio online.

"A gente vem acompanhando o que vem acontecendo nos países com a crise mais avançada. Pessoas que experimentam o formato do e-commerce e tem uma boa experiência podem aderir. A gente triplicou o volume de vendar por esse canal", disse ela. "Talvez expêriencias positivas venham para ficar. (...) Esse novo normal que a gente está esperando não vai ser uma virada de chave. Provavelmente a gente ainda vai viver o segundo semestre com muitas sequelas e procedimentos para evitar uma segunda pandemia. A gente imagina que seja um processo gradual."

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