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Cesar Gon, CEO da CI&T: Se já era impossível, hoje é inútil prever o futuro

Divulgação
Imagem: Divulgação

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/06/2020 04h01

Pela primeira vez em quase 20 anos de história, o "EY World Entrepreneur Of The Year", premiação da EY que homenageia os maiores empreendedores do planeta, foi realizada de forma online. Entre 41 executivos, a escolhida foi a indiana Kiran Mazumdar-Shaw, da Biocon Limited. Em 2020, o indicado brasileiro entre os finalistas foi o empresário Cesar Gon, fundador e CEO da CI&T.

Indicado pela criação da CI&T, Cesar fundou a consultoria em 1995, como foco no desenvolvimento de softwares. Hoje, a empresa tem presença global, com escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Canadá, Japão e China.

"A indicação tem seu lado de reflexão. É muito bom contar um pouco da história e poder mostrar que o empreendedorismo é uma soma de pessoas. A CI&T é uma empresa brasileira que virou um negócio global. Mostra que os empreendedores brasileiros podem ficar mais ambiciosos", declara Gon.

Empreendedorismo é estilo de liderança

Para Cesar, o empreendedorismo é um estilo de liderança. "Ser empreendedor tem uma dimensão humana muito grande. Passa por lideranças mais colaborativas e menos hierárquicas", diz.

A crise causada pelo avanço da covid-19 foi sentida logo de cara pela CI&T. Com um escritório em Xangai, a empresa aprendeu rapidamente as lições da pandemia e replicou em seus 7 mercados pelo mundo.

"A ficha caiu em janeiro. Percebemos que algo grande estava vindo e, em março, já estávamos prontos, atuando de forma remota. Percebemos que todos nossos clientes precisaram de novas saídas, alternativas, com prioridades que iriam ajudar na travessia da crise".

Necessidade é a mãe da inovação

O executivo afirma que estamos num segundo momento da crise, de sobrevivência dos negócios. Para ele, as empresas precisam se conectar nas pessoas de uma forma muito diferente.

"A sociedade se digitalizou em meses, num processo que levaria anos. Valores que estão sendo rediscutidos, em uma "nova" sociedade. Várias discussões que estavam nas caixinhas de "importante" foram para as de "urgente". Se já era impossível, hoje é inútil prever o futuro", declara.

Cesar reforça que as empresas precisam entrar de vez em outros horizontes de crescimento.

"A inovação tem que estar dissociada do pensamento estratégico. São ciclos mais curtos e passa por pensar em como atender seus clientes de forma mais rápida. As novidades, hoje, vêm das dobras tecnológicas. Inovação passa a ser missão de todo mundo", diz.

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