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Enquanto Guedes for ministro, gasto público não aumentará, diz secretário

Do UOL, em São Paulo

17/06/2020 13h55Atualizada em 17/06/2020 14h57

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou hoje que o gasto público não aumentará enquanto Paulo Guedes for o ministro da Economia.

"Para ter uma virada brusca na agenda fiscal e na agenda de mais curto prazo, de aumento da despesa, teria que acontecer duas coisas: teria que mudar a Constituição e o ministro Paulo Guedes não estaria no governo", afirmou o secretário durante participação no UOL Entrevista na tarde de hoje.

Questionado sobre eventual pressão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre Guedes para aumentar o gasto público, Mansueto, que está de saída do cargo, afirmou que sempre houve e haverá pedidos nesse sentido, mas o ministro Guedes sempre avalia essas demandas com respeito ao limite de gastos.

Graças a uma mudança constitucional aprovada no governo Michel Temer, os gastos públicos estão submetidos a um limite. Não podem ser superiores aos gastos do ano anterior, corrigido pela inflação.

"Não faz sentido dizer que Bolsonaro pensa diferente do Paulo Guedes. Enquanto o ministro da economia for o Paulo Guedes, o que prevalece é o apoio do presidente à agenda do ministro, que é muito claro. (...) Se houvesse essa discordância, o ministro Paulo Guedes não estaria no governo", afirmou.

Almeida destacou que, nesse período de crise causada pela pandemia do novo coronavírus, o ajuste fiscal não é prioridade. Segundo ele, os gastos vão aumentar naturalmente agora, mas o governo precisa se preparar para lidar com isso depois.

Ele defende que o país aproveite esse cenário para fazer reformas que levem o país a gastar menos, como a reforma administrativa, que muda as regras para o funcionalismo público.

No início do ano, antes da pandemia, o governo prometia enviar sua proposta de reforma ao Congresso, o que acabou não acontecendo.

O secretário também defendeu que o país priorize a reforma tributária, que ele classifica como a mais importante para o país se recuperar da crise.