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Mídia e Marketing

Allyne Magnoli, da Whirlpool: Tempo é a nova moeda da publicidade

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/12/2020 04h01

As empresas estão preparadas para ouvir críticas dos consumidores? Para Allyne Magnoli, diretora de marketing da Whirlpool (multinacional que é dona das marcas Brastemp e Consul), se elas não estiverem, perderão clientes.

"Se a gente não abrir o canal para ouvir, ele [o consumidor] vai falar de qualquer jeito. É melhor que a gente esteja aberto para isso. Dá um frio na barriga, mas a gente tem que aprender. As empresas têm que estar preparadas para falar quando não fizerem alguma coisa bem", diz (no arquivo acima, este trecho está a partir de 7:56).

Allyne foi a entrevistada do episódio #76 do podcast Mídia e Marketing, do UOL, publicado nesta semana. "A comunicação precisa ser mais fluida. As marcas que estão na cabeça do consumidor são as que estão abrindo espaço para as conversas", diz (a partir de 5:27).

Para a executiva, 'o que' as marcas dizem é tão importante quanto o momento de falar. "Aquela época de 10 anos atrás, que a gente passava 6 meses desenvolvendo uma campanha, já passou. O tempo é a nova moeda [na publicidade]", declara (a partir de 2:53).

"O conceito de multicanalidade veio para ficar. A jornada de compra (do consumidor) é cada vez menos linear. Nosso grande desafio é tentar se adaptar à essa nova jornada. A conexão com o consumidor foi chave durante a pandemia", diz (a partir de 14:35).

Allyne também reforça a importância do papel social das marcas. "Em vez das empresas ficarem brigando para ver quem tem a melhor causa, a gente realmente precisa se unir. A pandemia acelerou a consciência coletiva do consumidor", afirma (a partir de 21:24).

Allyne, que atuou durante 7 anos na Argentina, entre 2011 e 2018, também fala da publicidade portenha. "Em termos mais mercadológicos, o mercado é bem parecido. Mas a comunicação e a publicidade são bens diferentes. A propaganda argentina tende a ser mais ousada, o que às vezes até gera desconforto. Mas isso muda o comportamento das pessoas", diz (a partir de 28:25).

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