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PIB dos EUA desacelera a cresce à taxa anualizada de 2% no 3º trimestre

Taxa anualizada é menor do que a registrada no segundo trimestre, de 6,7% - Lucas Jackson/Reuters
Taxa anualizada é menor do que a registrada no segundo trimestre, de 6,7% Imagem: Lucas Jackson/Reuters

Do UOL, em São Paulo *

28/10/2021 10h33Atualizada em 28/10/2021 11h56

O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 2% no terceiro trimestre de 2021 quando comparado ao mesmo período de 2020, de acordo com a primeira leitura do indicador, publicada hoje pelo Departamento do Comércio do país.

A economia dos EUA cresceu no ritmo mais lento em mais de um ano no terceiro trimestre, com o agravamento das infecções pela covid-19 sobrecarregando ainda mais as cadeias de abastecimento globais e causando escassez de bens, sufocando os gastos do consumidor.

No segundo trimestre, para dar como exemplo, a economia americana teve expansão anualizada bem mais expressiva, de 6,7%.

O ritmo do terceiro trimestre foi o mais lento desde o segundo trimestre de 2020, quando a economia sofreu uma contração histórica na esteira de medidas restritivas para conter a primeira onda de casos de novo coronavírus.

A forte inflação, alimentada pela escassez em toda a economia e pelo auxílio financeiro do governo ao longo da crise de saúde pública, afetou o crescimento no terceiro trimestre.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 1,6%, após um ritmo de crescimento robusto de 12% nos meses de abril a junho.

Embora os automóveis sejam responsáveis por boa parte da estagnação, a variante delta da covid-19, que provocou surtos de covid-19 nos EUA, também reduziu os gastos em serviços, como viagens aéreas e restaurantes.

Mas há sinais de que a atividade econômica acelerou no fim do trimestre turbulento. A onda de infecções por covid-19 do verão (do Hemisfério Norte) perdeu força, com uma queda significativa no número de casos da doença nas últimas semanas.

Menos norte-americanos estão entrando com novos pedidos de auxílio-desemprego, por exemplo. Esta tendência de avanço nas condições do mercado de trabalho foi confirmada por um relatório separado do Departamento do Trabalho hoje.

O relatório apontou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 10 mil, para 281 mil, na semana passada, o patamar mais baixo desde meados de março de 2020.

* Com informações da AFP e da Reuters, em Washington (EUA), e da Estadão Conteúdo, em São Paulo.

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